TAP. Sindicato defende reavaliação do plano de reestruturação antes do envio a Bruxelas

O SNPVAC diz que o Governo e Bruxelas estão a preparar uma TAP para ser vendida "a preço de saldo".

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) exige a suspensão do plano de reestruturação da TAP e a sua reavaliação antes de ser enviado para Bruxelas. Segundo a estrutura sindical, o Governo e Bruxelas "preparam-se para "desenhar" uma TAP que no fim do processo será novamente vendida a preço de saldo".

"A TAP é estratégica para Portugal e para a economia portuguesa" e, nesse sentido, "a reavaliação das premissas do plano de reestruturação terá de ser feita antes do seu envio para Bruxelas, sob pena de Portugal perder mais uma peça fundamental da nossa soberania", defende o SNPVAC em comunicado.

Para o SNPVAC, a reestruturação da TAP não deve ser feita tendo como referência a dimensão nos anos de 2006-2007 como está previsto no plano, antes com base numa "realidade transitória, mais reduzida em resultado dos efeitos da pandemia", mas "numa perspetiva pré-covid onde o setor mundial operava".

"A TAP ficará com essa dimensão semelhante em 2021-22, mas de forma conjuntural, porque ainda estará sob o efeito da pandemia. No entanto, rapidamente vai recuperar para níveis de receita estrutural 50% acima tal como foi apresentado no plano de reestruturação", diz.

Segundo o SNPVAC, "o principal problema da TAP é o seu desequilíbrio financeiro provocado pela renovação e expansão da frota nos últimos anos e, sobretudo, pela necessidade de compensar o impacto negativo da pandemia nas receitas da companhia".

Por isso, defende que a solução para a TAP passa por "uma capitalização que permita que a empresa possa atuar no mercado de forma autónoma, sem ajuda pública".

O SNPVAC diz ainda que "não existe nenhuma possibilidade de resolver o desequilíbrio financeiro da TAP com cortes de custos com pessoal".

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