Sucesso Made in Portugal

TAP vai ter “mais de dez” destinos novos em 2019

7º aniversário do Dinheiro Vivo: Conferência - Sucesso Made in Portugal.
Antonoaldo Neves, CEO da TAP
(Diana Quintela/ Global Imagens)
7º aniversário do Dinheiro Vivo: Conferência - Sucesso Made in Portugal. Antonoaldo Neves, CEO da TAP (Diana Quintela/ Global Imagens)

“Não vai haver nenhuma companhia no mundo com um volume tão grande de voos de longo curso em aviões de última geração.”

Num debate dedicado a exportações, a primeira fatia do tempo de antena coube à recém-eleita “melhor e maior exportadora portuguesa”, segundo o seu presidente. Antonoaldo Neves, CEO da TAP, foi um dos oradores convidados da conferência de aniversário do Dinheiro Vivo. Falou de atrasos, novas rotas e da “catástrofe” iminente no aeroporto da Portela.

É do outro lado do oceano que está a grande aposta da companhia para 2019. Chicago, Washington e São Francisco são destinos já anunciados, mas a lista vai crescer. “Esses são os destinos que, para já, podemos revelar. Vamos ter mais. Em 2019 vamos ter mais de dez rotas novas, e as contratações vão continuar”, confessou Antonoaldo Neves à margem do evento. Perante a plateia, o responsável já tinha declarado que numa semana foram vendidos dez mil bilhetes para os novos destinos.

Num ano que acaba em clima de incerteza em países estratégicos para a TAP, como o Reino Unido ou a França, a companhia vai apostar no sonho americano. “Se há perturbações externas temos de estar atentos, porque 79% do nosso negócio está fora de Portugal. Do Brasil para a Europa temos 29% dos nossos assentos. Dos EUA para a Europa temos 1%. Se eu pegar num bocadinho do mercado americano, a TAP cresce muito. É um mercado enorme, que pode servir para contrabalançar qualquer resfriado de outro mercado”, explicou.

Em 2019, a transportadora vai investir na renovação de 37 aviões. O CEO promete que 80% dos voos de longo curso já vão ser feitos no A330 neo. “Não vai haver nenhuma companhia no mundo com um volume tão grande de voos de longo curso em aviões de última geração. Isso é um grande orgulho para a TAP.”

Mais longe de ser motivo de orgulho está a pontualidade da companhia, admite Antonoaldo Neves. Mas aí a bola não está só no lado da TAP. “Tivemos uma pontualidade que deixou muito a desejar, mas hoje estamos melhor do que no ano passado. Comemorámos nesta semana seis dias seguidos com pontualidade acima de 80% e estamos a investir para melhorar”, adianta.

Mas para concretizar a ambição de ser uma “empresa de nível mundial em pontualidade”, a TAP precisa de um aeroporto à altura, atira o responsável. “A Portela está esgotada e perde a capacidade de absorver atrasos. O país precisa de discutir a Portela”, apelou. O plano para expandir os voos de Lisboa para o Montijo não vai resolver o problema da TAP, concluiu Antonoaldo Neves. “O Montijo é importante, mas é uma ilusão discutir que um dia a TAP vai voar para lá.”

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