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Taxa de desemprego afunda de 6,8% para 6,3% no 2º trimestre

Fotografia: Filipe Amorim/Global Imagens
Fotografia: Filipe Amorim/Global Imagens

Taxa de desemprego baixou para 6,3%, valor mais baixo da série iniciada em 2011. Mas considerando todas as séries do INE é um mínimo de 15 anos.

A taxa de desemprego nacional diminuiu de forma significativa, de 6,8% no primeiro trimestre para 6,3% da população ativa no segundo trimestre, informa o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira.

Trata-se do “valor mais baixo da série iniciada em 2011”, isto é, um mínimo de pelo menos oito anos, observa o INE. Colando a série anterior, significa que é preciso recuar 15 anos (até ao 2º trimestre de 2004) para encontrar um valor tão baixo quanto este (6,3%).

No entanto, apesar deste mínimo, o instituto dá conta de que podemos estar perto de um ponto de viragem no mercado de trabalho. A descida do número de desempregados é cada vez mais fraca e o aumento do emprego também.

“Em relação ao trimestre homólogo de 2018, a população desempregada diminuiu 6,6% (menos 23,3 mil casos), na sequência dos decréscimos observados desde o 3º trimestre de 2013.” Ou seja, oficialmente, Portugal tem agora 328,5 mil pessoas sem trabalho.

No entanto, mostram as estatísticas oficiais, este alívio de 6,6% no contingente do desemprego é o mais fraco em quase seis anos (desde o 3º trimestre de 2013).

Fonte: INE

Fonte: INE

O próprio INE alerta que “estes decréscimos, porém, têm vindo a ser cada vez menores ao longo do último ano, tal como os acréscimos homólogos observados na população empregada”, o que pode indiciar que, como referido, estamos perto de um ponto de viragem no mercado de trabalho, para pior.

Por exemplo, o número de pessoas empregadas aumentou apenas 0,9% no 2º trimestre deste ano face a igual período de 2018, naquela que é a subida mais fraca dos últimos três anos. O país fica assim cerca de 4,9 milhões de trabalhadores no 2º trimestre de 2019.

Fonte: INE

Fonte: INE

Desemprego jovem e de longa duração piora face ao 1º trimestre

E há mais sinais que apontam para o tal ponto de viragem. Por exemplo, a intensidade do desemprego jovem aumentou face ao início do ano. O desemprego de longa duração também.

“A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 18,1%, tendo aumentado 0,5 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre anterior e diminuído 1,3 p.p. relativamente ao homólogo”, refere o INE.

“A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 ou mais meses (longa duração) foi estimada em 53,1%, mais 6,3 p.p. que no trimestre anterior e mais 0,8 p.p. que no homólogo”, diz o novo inquérito ao emprego.

Norte e Centro têm o desemprego mais baixo do País

Em termos regionais, o Norte e a região Centro registam atualmente os níveis de desemprego mais baixos do País, ao passo que Açores e Grande Lisboa continuam com desempregos significativamente elevados.

O maior alívio entre o primeiro e segundo trimestre aconteceu no Algarve e na Grande Lisboa, o que estará relacionado com a sazonalidade do indicador, com a aproximação do verão e o aumento persistente do turismo. Em contrapartida, no Alentejo, a situação agravou-se.

Diz o INE que “No 2º trimestre de 2019, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em cinco regiões do país: Açores (8,2%), Área Metropolitana de Lisboa (7,1%), Alentejo (6,9%), Madeira (6,9%) e Algarve (6,7%)”.

Para compensar, “as taxas de desemprego no Norte e na região Centro (6,2% e 4,7%, respetivamente) ficaram abaixo” da média nacional de 6,3%.

Face ao início do ano, a intensidade do desemprego aumentou apenas no Alentejo, tendo diminuído nas restantes regiões. Segundo o INE, as maiores descidas foram observadas no Algarve (menos 2,7 p.p.) e na Área Metropolitana de Lisboa (menos 0,7 p.p.).

Fonte: INE

Fonte: INE

(atualizado 14h15)

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