INE

Taxa de desemprego cai para 6,7% no segundo trimestre, mínimo de 14 anos

O primeiro-ministro, António Costa, na Bolsa de Turismo de Lisboa. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa, na Bolsa de Turismo de Lisboa. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

No segundo trimestre, o emprego aumentou 2,4% em termos homólogos, para quase 4,9 milhões de postos de trabalho, indicou esta quarta-feira o INE.

A taxa de desemprego do segundo trimestre de 2018 desceu para 6,7% da população ativa, o que corresponde ao valor mais baixo dos últimos 14 anos (desde 2004), segundo as séries do Instituto Nacional de Estatística (INE). O desemprego jovem caiu para 19,4%, aquele que é o valor mais baixo desde meados de 2009, mostra o INE.

De acordo com o inquérito ao emprego do segundo trimestre, divulgado esta quarta-feira, em um ano (face ao segundo trimestre de 2017) Portugal perdeu 109,6 mil desempregados, uma descida homóloga de 23,7%. Assim, atualmente haverá apenas cerca de 351,8 mil pessoas sem trabalho.

Destas, 140,6 mil têm menos de 35 anos. E há quase 184 mil desempregados à procura de emprego há um ano ou mais, o chamado desemprego de longa duração. Em todo o caso, ambos os universos reduziram-se de forma significativa (20% a 30% face ao segundo trimestre do ano passado).

A taxa de desemprego total está significativamente abaixo dos 8,6% que foi o valor assumido para fazer o Orçamento do Estado deste ano. No primeiro trimestre, o nível de desemprego já ia em 7,9% e agora baixou ainda mais para os referidos 6,7% no período de abril a junho.

Emprego prolonga tendência positiva desde 2013

A população empregada aumentou 2,4% (mais 113,7 mil) face ao segundo trimestre de 2017, chegando assim aos 4,874 milhões de casos. O INE refere que o emprego prolonga assim “a série de variações homólogas positivas iniciadas no 4.º trimestre de 2013”.

Explica ainda que, em termos homólogos, o reforço da população empregada “ficou a dever-se, essencialmente, ao acréscimo do emprego nos seguintes segmentos populacionais: ambos os sexos, com maior destaque para as mulheres (73,3 mil; 3,2%); pessoas dos 45 aos 64 anos (96,5 mil; 4,9%); que completaram o ensino superior (72,1 mil; 5,9%); empregadas no sector dos serviços (86,9 mil; 2,7%)”.

Metade do emprego criado nos serviços aconteceu nas atividades de educação, onde o emprego cresceu 43,8 mil, mais 11%.

Queda na agricultura, subida forte nos sectores industriais

No entanto, é de notar que o sector “agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca” destoou, tendo o emprego recuado 5,1%, para 315 mil casos. Já o sector “indústria, construção, energia e água” registou um ganho de 3,7% no total de postos de trabalho, que agora superam 1,2 milhões.

Como referido, o sector dos serviços acompanhou de perto, com um crescimento de 2,7% no emprego, consolidando-se assim como o maior sector da economia (3,35 milhões de postos de trabalho).

O INE destaca ainda o contributo maior da criação de trabalho por conta de outrem, modalidade que ganhou mais 133,5 mil pessoas (aumento de 3,4%) e refere que os contratos de trabalho sem termo ajudaram com mais 105 mil casos, uma subida de 3,4%.

Centro e Algarve abaixo da média nacional

De referir ainda que a intensidade do desemprego diminuiu de forma visível em todas as regiões do país. O Centro e o Algarve destacam-se e são agora as regiões com menos desemprego, cerca de 5,3% das respetivas populações ativas. E estão abaixo da média do País.

O Norte e a Grande Lisboa também têm menos desemprego, mas os níveis continuam acima da média nacional. Ambas as regiões têm agora 7,2% dos seus ativos sem trabalho.

A maior descida face ao segundo trimestre acontece nos Açores cuja taxa caiu 2,7 pontos percentuais, para 8,3%. Em todo o caso, continua a ser a maior do País. Logo a seguir vem a Madeira, com um desemprego de 8,2% (que em todo o caso aliviou 1,8 pontos).

Finalmente, o Alentejo. A taxa regional de desemprego também desceu 1,8 pontos, fixando-se agora em 6,9%, ligeiramente acima da média nacional no segundo trimestre.

(atualizado às 12h15)

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Imagem de 2013 do antigo Convento das Convertidas, em Braga. 
(Sérgio Freitas / Global Imagens)

Veja o mapa com os 50 imóveis que o Estado vai reabilitar para arrendar

Imagem de 2013 do antigo Convento das Convertidas, em Braga. 
(Sérgio Freitas / Global Imagens)

Veja o mapa com os 50 imóveis que o Estado vai reabilitar para arrendar

ANTÓNIO COTRIM / LUSA

Inquérito à CGD: Berardo, crise financeira e gestão danosa dividem deputados

Outros conteúdos GMG
Taxa de desemprego cai para 6,7% no segundo trimestre, mínimo de 14 anos