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INE. Taxa de desemprego cai para mínimo de 6,1% no 3º trimestre

O primeiro-ministro, António Costa (C), o secretário de Estado Duarte Cordeiro (E) e o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira (D). Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa (C), o secretário de Estado Duarte Cordeiro (E) e o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira (D). Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

No período de julho a setembro, havia cerca de 323,4 mil pessoas desempregadas, uma queda de 8,3%. Taxa de desemprego cai para mínimo de 16 anos.

A taxa de desemprego nacional bateu um novo mínimo de 6,1% da população ativa, no terceiro trimestre, na série oficial que remonta ao início de 2011, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira. A incidência do desemprego tinha sido de 6,3% no segundo trimestre de 2019. A taxa de desemprego jovem também aliviou.

Justapondo as séries anteriores, também do INE, podemos estar a falar de um mínimo de 16 anos no peso do desemprego total neste terceiro trimestre de 2019. É preciso recuar a igual trimestre de 2003 para encontrar taxa idêntica.

De acordo com o novo inquérito ao emprego do INE, o país tinha neste trimestre que apanha os meses de verão cerca de 323,4 mil pessoas sem trabalho, o que representa uma redução expressiva de 8,3% face ao terceiro trimestre do ano passado.

A meta do Governo para o ano de 2019 como um todo é uma taxa de desemprego média de 6,3%. Fazendo as contas aos dados dos três trimestres de 2019 já conhecidos significa que o desemprego está nos 6,4%, ligeiramente acima da referida meta inscrita no esboço orçamental relativo a 2020, enviado para Bruxelas em meados de outubro.

O peso do desemprego jovem (15 a 24 anos) também aliviou, depois de um ligeiro agravamento no trimestre precedente. Segundo o INE, a taxa de desemprego jovem desceu para 17,9% da população ativa naquelas idades.

Assim, havia cerca de 69,7 mil jovens sem trabalho no terceiro trimestre, valor que traduz uma quebra significativa de quase 12% face a igual período do ano passado.

Fonte: INE

Fonte: INE

Emprego a abrandar desde o início de 2018

O emprego é que parece estar a perder algum fôlego. O número de pessoas com trabalho (a tempo inteiro e parcial) aumentou 0,9% no terceiro trimestre face a igual período de 2018, mantendo assim o ritmo homólogo do período precedente (abril a junho).

No entanto, o INE mostra que, embora o emprego mantenha variações positivas desde o final de 2013, ele está a abrandar de forma notória desde o início do ano passado, como se pode ver no gráfico do estudo divulgado nesta quarta-feira.

Fonte: INE

Fonte: INE

Ainda assim, há sinais encorajadores que apontam, eventualmente, para menos precariedade. A subida homóloga do emprego foi essencialmente explicada pelo aumento de 3,1% no número de contratos sem termo, que agora abrangem quase 3,3 milhões de pessoas.

O emprego a prazo recuou 6,4%, para 712,3 mil casos. O trabalho a tempo parcial desceu quase 3%, para 490,3 mil pessoas, indica o INE.

(atualizado 13h55)

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