Taxa de desemprego manteve-se inalterada nos 11,9%, mas há menos pessoas empregadas

A taxa de desemprego manteve-se inalterada nos 11,9% no final do terceiro trimestre deste ano face aos três anteriores mas o país chegou ao final de setembro com menos 5,5 mil pessoas empregadas, segundo indicam os dados revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

Portugal tinha no terceiro trimestre deste ano 618,8 mil pessoas oficialmente desempregadas, o que significa uma redução de 1600 pessoas sem trabalho por comparação com o trimestre anterior. Em termos de taxa, não há qualquer alteração na comparação em cadeia. Mas se a estas pessoas se somarem as que estão inativas, as indisponíveis para trabalhar e as que gostariam de trabalhar mais horas, o número aumenta para  1,15 milhões de pessoas.

Depois de ter disparado para os 13,7% no primeiro trimestre deste ano (cortando com a tendência de descida que se tinha registado anteriormente), a taxa de desemprego baixou para os 11,9% nos três meses seguinte e segundo mostra a Estatística do Emprego agora divulgada pelo INE, manteve-se inalterada neste patamar no trimestre que coincide com os meses de verão. Estes dados contrariam as expectativas dos analistas que apontavam para um ligeiro recuo na evolução trimestral.

A evolução homóloga revela um cenário mais favorável, havendo a registar um recuo de 1,2 pontos percentuais na taxa de desemprego, o que significa que entre um período e o outro o universo de desempregados perdeu cerca de 70,1 mil pessoas.

Em relação ao subemprego observou uma descida de 22,7 mil pessoas, o que faz com que este universo incluísse 220,1 mil trabalhadores no terceiro trimestre. Entre  os inativos não disponíveis para trabalhar, o número manteve-se inalterado face aos três meses anteriores.

Os fluxos revelam que "do 2º para o 3º trimestre de 2015, o número de pessoas que transitaram do emprego para o desemprego foi de 95,4 mil e o das que transitaram do emprego para a inatividade (15 e mais anos) foi de 192,2 mil. O total de pessoas que deixaram de estar empregadas, no espaço de um trimestre, foi, assim, de 287,7 mil", assinala o INE.

Do lado da população ativa e do número de pessoas empregadas os dados do INE revelam um retrato menos positivo. Os dados mostram que a população ativa estava estimada em 5194,1 mil no terceiro trimestre, o que revela uma diminuição tanto em termos homólogos como em cadeia, de 1,1% e 0,1%, respetivamente.  Esta evolução faz com que a taxa de atividade da população ativa 8com 15 e mais anos) seja de 58.6% (menos 0,6 pp que no 3º trimestre de 2014).

Entre a população empregada, a tendência trimestral foi igualmente de queda, com o país a chegar ao final de setembro a contar com menos 5,5 mil pessoas a trabalhar do que no segundo trimestre deste ano. Por comparação com o trimestre homólogo , a variação é positiva, revelando um acréscimo de 103,7 mil pessoas.

 

 

 

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