INE

Taxa de desemprego sobe ligeiramente para 6,8% no 1º trimestre

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António Costa, Augusto Santos Silva e Mário Centeno. Fotografia: REUTERS/Pedro Nunes

A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 17,6%, o valor mais baixo da série iniciada em 2011, revela o INE.

A taxa de desemprego total nacional aumentou ligeiramente neste arranque de ano face ao final do ano passado, mas continuou a aliviar em termos homólogos.

Segundo revela, esta quarta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 6,8% da população ativa estava sem trabalho no primeiro trimestre. No final do ano passado, a proporção de pessoas sem emprego rondava os 6,7%.

O valor de 6,8% dos primeiros três meses deste ano está um pouco acima dos 6,6% previstos pelo Ministério das Finanças para o ano de 2019 como um todo no Programa de Estabilidade, apresentado o mês passado. E supera claramente a projeção de 6,2%, feita esta semana pela Comissão Europeia.

No entanto, existem sinais positivos que continuam. Segundo o INE, “a taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 17,6%, o valor mais baixo da série iniciada em 2011”.

No caso do desemprego total, este continua a aliviar quando se compara com o início do ano passado. A população desempregada, estimada em 353,6 mil pessoas no primeiro trimestre de 2019, “diminuiu 13,8% (56,5 mil) em relação ao trimestre homólogo de 2018”, embora tenha aumentado 1,3% face ao final do ano 2018.

O instituto mostra que o volume de desemprego está a cair (homólogo) de forma consecutiva há mais de cinco anos (desde o terceiro trimestre de 2013), mas neste primeiro trimestre, o recuo é o mais baixo desde meados de 2016.

Fonte: INE

Fonte: INE

O desemprego de longa duração (pessoas que estão à procura de trabalho há um ano ou mais) continua a aliviar. “A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi 46,8%, menos 1 ponto percentual (p.p.) do que no trimestre anterior e menos 7 p.p. do que no homólogo”, refere o INE.

Desemprego: pior no Algarve, melhor na região Centro

O INE informa ainda que a taxa de desemprego é “superior à média nacional em quatro regiões do país”. O Algarve está na pior situação, com um nível de desemprego na ordem dos 9,4% da população ativa. Logo a seguir temos os Açores (8,4%), a Área Metropolitana de Lisboa (7,8%) e a Região Autónoma da Madeira (7,0%).

“A taxa de desemprego no Norte igualou a média nacional (6,8%), enquanto Alentejo e região Centro (6,3% e 4,9%, respetivamente) ficaram abaixo daquele valor”, observa o novo inquérito ao emprego.

Face ao último trimestre de 2018, o desemprego está a subir mais no Algarve e na Grande Lisboa. Em contrapartida, está a aliviar mais na Madeira e no Alentejo.

Diz o INE: “em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego aumentou no Algarve (1,6 p.p.), na Área Metropolitana de Lisboa (1,1 p.p.) e no Norte (0,1 p.p.), tendo diminuído na Região Autónoma dos Açores (0,1 p.p.), no Centro (0,8 p.p.), no Alentejo (1,4 p.p.) e na Região Autónoma da Madeira (1,9 p.p.).”

Criação de emprego abranda

Do lado do emprego, a expansão continua (em termos homólogos, esta dura há cinco anos, desde o início de 2014).

Assim, diz o INE, há agora 4,88 milhões de pessoas empregadas, o que se traduz numa criação de emprego de 1,5% no primeiro trimestre face a igual período do ano passado. Em todo o caso, trata-se do registo mais fraco em quase três anos (desde meados de 2016).

Fonte: INE

Fonte: INE

Por graus de escolaridade, há menos 3,5% de trabalhadores com o ensino básico face ao início do ano passado, mas há mais 4,4% com o ensino secundário completo e mais 7,3% com um curso superior.

O sector da agricultura, pescas e floresta destruiu neste mesmo período 1% dos empregos, o emprego no sector indústria, construção, energia e águas ganhou 2%, os serviços tiveram uma expansão de 1,6%.

Por vínculo laboral, a contratação sem termo aumentou 1,3%, o número de contratos a prazo caiu 0,8% e o trabalho por conta própria disparou mais de 5% entre o primeiro trimestre de 2018 e igual período deste ano.

(atualizado 12h55)

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