Taxa de poupança das famílias cai ligeiramente no primeiro trimestre

A taxa de poupança das famílias portuguesas diminuiu ligeiramente nos primeiros três meses do ano devido a um aumento da despesa de consumo.

As famílias portuguesas pouparam menos no primeiro trimestre deste ano. De janeiro a março de 2019, a taxa de poupança das famílias (que mede a parte do rendimento disponível que não é utilizado em consumo final) diminuiu para 4,5% do rendimento disponível - tinha sido de 4,6% no trimestre anterior - de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 24 de junho, pelo INE. Esta evolução é o resultado "do aumento de 0,9% da despesa de consumo final superior em 0,1 pontos percentuais ao crescimento do rendimento disponível".

O rendimento das famílias foi determinado pela subida das remunerações. "A evolução do rendimento disponível das Famílias foi determinada pelo crescimento de 1,1% das remunerações, que explicam 0,7 pontos percentuais do aumento do rendimento. O investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) das Famílias registou uma taxa de variação de 3,2% no 1º trimestre de 2019 (3,3% no trimestre anterior)".

O gabinete português de estatística indica ainda que o rendimento disponível bruto das famílias ajustado per capita fixou-se nos 15,4 mil euros nos três primeiros meses do ano, "o que correspondeu a um crescimento de 0,7% face ao trimestre anterior".

"A capacidade de financiamento das Famílias situou-se em 0,4% do PIB no ano acabado no 1º trimestre de 2019, menos 0,3 pontos percentuais que no trimestre anterior, refletindo o aumento da formação bruta de capital em 4,4% e uma ligeira redução da poupança", diz ainda o INE.

Necessidades de financiamento das empresas

O gabinete de estatística mostra ainda que as necessidades de financiamento das sociedades não financeiras sofreu um agravamento de 0,5 pontos percentuais, "fixando-se em 2,4% do PIB no ano acabado no 1º trimestre de 2019. Este resultado refletiu sobretudo o aumento em 4,8% da Formação Bruta de Capital (FBC), enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB) aumentou 0,9%, mais 0,1 pontos percentuais do que no trimestre anterior".

Já as remunerações pagas por este setor registaram uma "taxa de variação de 1,2%, inferior ao aumento do VAB, determinando um aumento de 0,5% do Excedente Bruto de Exploração".

Por outro lado, a capacidade de financiamento das sociedades financeiras manteve-se nos 1,9% do produto interno bruto (PIB). "A poupança corrente do setor registou um aumento de 1,4% no 1º trimestre de 2019 (0,4% no trimestre anterior), determinado pela variação de 0,9% do respetivo VAB. O saldo positivo dos rendimentos de propriedade diminuiu ligeiramente no 1º trimestre de 2019".

O INE indica ainda que a necessidade de financiamento da Administração Pública "diminuiu 0,4 pontos percentuais no ano terminado no 1º trimestre de 2019 relativamente ao ano acabado no trimestre anterior, tendo-se fixado em 0,1% do PIB. Esta melhoria foi determinada por um aumento da receita superior ao da despesa, que se fixaram em 1,3% e 0,6%, respetivamente".

(Notícia atualizada pela última vez às 11:41)

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