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Taxas aeroportuárias aumentam no Porto e em Faro

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As taxas dos aeroportos vão ser menores já a partir de 2023.

As taxas aeroportuárias aumentam esta sexta-feira 1,4% no aeroporto do Porto e 1,49% em Faro, decorrente de um crescimento de tráfego acima do previsto, agravando a fatura das companhias e passageiros. Mas, dentro de quatro anos, o ritmo dos ajustamentos tarifários será mais moderado do que acontece atualmente, garantem o Governo e os franceses da Vinci, donos da ANA – Aeroportos de Portugal.

Um dos pressupostos no acordo consagrado esta terça-feira entre o Governo e a concessionária da rede de aeroportos nacionais elimina o atual mecanismo de aumento de taxas em função do crescimento da procura. Entre 2019 e 2022, prevê que o aumento médio anual ronde os 2%, mas, a partir de 2023, “a evolução das taxas terá em conta os investimentos, a procura e a inflação”. Fontes da ANA e do Governo ligadas ao processo não confirmam onde acontecerão esses aumentos.

Sabe-se, no entanto, que ficou acordado que as taxas no novo aeroporto do Montijo irão ser entre 15% a 20% mais baixas do que as praticadas no aeroporto da Portela. O objetivo é atrair operadores para a infraestrutura que, segundo o Governo e a ANA, estará em funcionamento em 2022.

Companhias aéreas contestam taxas aplicadas
Segundo a empresa liderada por José Luís Arnaut, que desde o início de 2013 está nas mãos dos franceses da Vinci, haverá uma nova alteração na tabela de preços a 5 de março: 1,44% em Lisboa, 1,38% nos Açores e 0,01% na Madeira. O Terminal Civil de Beja não terá aumentos de taxas.

Paulo Geisler, presidente da Associação Representativa das Companhias Aéreas, afirma que a subida das taxas contrasta com o esforço das companhias aéreas para captar mais passageiros. “Os aumentos não são desejáveis, porque encarecem a operação. Portugal está a fazer um esforço para atrair mais passageiros para o país, num segmento muito disputado e em que compete com destinos onde os custos de operação são muito inferiores”, diz ao Dinheiro Vivo.

Sublinha ainda que algumas companhias podem vir a reduzir substancialmente a sua atividade nos aeroportos do país. “É um risco efetivo e muito presente, tendo em conta a proximidade de aeroportos espanhóis com custos mais leves”, alerta.

Do lado da easyJet, José Lopes, representante da companhia para Portugal, defende que “este aumento contínuo das taxas aeroportuárias afetará o desempenho das rotas de e para Portugal, especialmente nos voos domésticos, em comparação com outros mercados”.

(Notícia atualizada às 10:21)

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