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Taxas de 0% podem levar à fuga de capitais, alerta Apusbanc

Júlio Mourão, presidente da Apusbanc
Júlio Mourão, presidente da Apusbanc

O presidente da Associação Portuguesa de Usuários e Serviços Bancários (Apusbanc) afirmou hoje que o facto de os bancos darem 0% nos depósitos a prazo aos clientes pode levar à fuga de capitais para mercados paralelos.

A notícia publicada hoje pelo Dinheiro Vivo dá conta de que os depósitos a prazo estão cada vez menos convidativos para os clientes, por os bancos pagarem cada vez menos para se financiarem junto do Banco Central Europeu (BCE).

Banif, BPI e o Novo Banco são, para já, os três bancos com depósitos a zero por cento. Nos preçários de março, várias instituições bancárias voltaram a descer as remunerações que estão dispostas a pagar para que os clientes depositem o dinheiro nos seus cofres.

Em declarações à agência Lusa, Júlio Mourão explicou que o que está a acontecer terá como resultado “a fuga de capitais para os chamados paralelos, com as consequências inerentes, nomeadamente a prática da usura sem qualquer garantia”.

O presidente da Apusbanc avisou que irá levar a questão à Assembleia da República, considerando que as coisas não podem continuar desta forma.

“Falamos na redução a zero nas taxas, e a pergunta que fazemos é porque é que temos o dinheiro nos bancos, independentemente de não termos qualquer rentabilidade, além de termos de pagar comissões, porque é que, para movimentarmos o nosso próprio dinheiro, temos de pagar ao banco. O que não está claro são as taxas que os bancos estão a cobrar”, acusou.

Júlio Mourão não considerou ser normal o facto de uma pessoa fazer um depósito no banco, “não ter qualquer garantia” – embora exista um fundo de garantia nas instituições -, e ao fazer um levantamento no balcão ainda ter de pagar uma comissão.

“A minha rentabilidade desapareceu ao fazer um levantamento e não controlo o meu capital”, frisou.

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