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Telemóvel vai pagar bilhete dos transportes a partir de julho

Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Lisboa, Oeste e Vale do Tejo e Coimbra são os primeiros a receber este sistema que futuramente pode ser alargado a outras cidades como o Porto

É já em julho, mesmo a tempo da chegada dos turistas a Portugal, que os utentes dos transportes públicos vão poder deixar os bilhetes de transporte em casa e passar a circular apenas com o telemóvel. A Transportes de Lisboa, que reúne empresas como o Metro, Carris e Transtejo, vai levar mais longe os sistemas de pagamento sem contacto e aceitar como título apenas um telefone ou dispositivo inteligente. Basta descarregar a App Viva.

Esta aplicação para smartphone passará a comunicar com os validadores dos transportes, permitindo abrir os torniquetes. Não é só: a ferramenta virtual vai gerar uma plataforma pessoal para cada utilizador que permitirá comprar, carregar e validar as viagens. Além disso, o sistema dará acesso a áreas para consulta de saldo ou de movimentos do passageiro na rede de transportes.

O piloto da aplicação foi apresentado em março em Berlim, onde captou a atenção de potenciais investidores, e o modelo final chega ao bolso dos portugueses já em julho. Os responsáveis pela sua criação são a OTLIS, que é um agrupamento Complementar de Empresas de Transporte, e a Link Consulting, que opera com estas empresas.

As duas fabricantes assumem que “Lisboa já é conhecida como tendo um dos sistemas mais inovadores ao nível da bilhética interoperável sem contacto em todo o mundo”. Agora, admite a empresa, o País dá um novo passo.

Como a nova aplicação funcionará como um cartão virtual, poderá ser utilizada em substituição dos habituais cartões Viva Viagem. Em vez do cartão, para validar o título de transporte bastará aproximar o telemóvel do validador.

E não será apenas Lisboa que terá acesso a este mecanismo. A aplicação poderá ser utilizada em todo o sistema Viva, isto é, na rede de bilhética sem contacto presente não só área metropolitana de Lisboa, como também na região Oeste e Vale do Tejo e em Coimbra. O sistema tem possibilidade de ser alargado a outras cidades com sistemas “contactless”, mesmo que fora do sistema Viva, como é o caso do Porto – que tem o Andante.

A revolução aqui tão perto

Está cada vez mais perto um mundo onde os títulos dos transportes em papel ou cartão vão desaparecer do panorama nacional. Como o Dinheiro Vivo avançou em fevereiro, as empresas de transportes urbanos de Lisboa, o governo e entidades de pagamento como a Visa, têm mantido contactos para que o próprio cartão de débito possa vir a servir como meio de pagamento de títulos.

No Porto, cerca de três mil validadores de cartões Andante – da CP, Metro do Porto e STCP – já têm 14 anos, estando previsto para 2016 e 2017 um investimento elevado para a sua substituição.

Ao mesmo tempo, em Lisboa, tem havido fortes movimentações para que os transportes se mantenham na vanguarda do que se pratica na Europa.

O sistema “pay & go” é uma das soluções a considerar por estas empresas. Em vez de o utilizador carregar ou comprar um cartão para a viagem, poderá ativar os torniquetes e entrar diretamente na estação com o cartão do banco. O mesmo mecanismo pode servir para autocarros, comboio ou metro. Como já acontece, por exemplo, na cidade de Londres.

Na capital britânica, o sistema de pagamento de transportes por cartão já está ativo em autocarros, comboios e comboios urbanos, geridos por marcas distintas. Por cá, não é certo que o sistema seja alargado a várias empresas. No entanto, a Transportes de Lisboa gere a Carris, o Metro e a Transtejo, pelo que o serviço poderá ser alargado a estes transportes.

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