Tempos de espera da Carris a caminho do Google Maps e companhia

O vice-presidente da Carris, António Pires, anunciou a abertura da informação da Carris até final do ano no Digital Breakfast da APDC.

Sabia que 54% das pessoas que entram em Lisboa o fazem de carro? Que entram na cidade, diariamente, cerca de 400 mil pessoas de fora que representam cerca de 2/3 da população ativa que trabalha no concelho? Ou que cerca de 170 mil pessoas dos 500 mil habitantes da cidade têm mais de 55 anos? Estas foram alguns dos dados estatísticos usados no debate mobilidade em contexto urbano, para indicar que Lisboa ainda precisa de muito trabalho para ser uma cidade digitalmente conectada e a usar todas as oportunidades das novas tecnologias.

Um dos anúncios mais relevantes no evento da APDC (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações) foi feito pelo vice-presidente da Carris, António Pires. O responsável da empresa de autocarros de Lisboa, que passou para a égide da câmara recentemente, admitiu que a nova app da Carris precisa de melhorias, especialmente como planeador de viagens, e apontou o final do ano para uma nova geração da aplicação para aparelhos móveis.

Além disso, António Pires admitiu que a informação sobre os tempos de espera de cada autocarro em tempo real, disponibilizada na app lançada há algumas semanas, vai ficar “em sinal aberto” até final do ano. O que é que isso significa? Que o Google Maps ou qualquer outra app vai poder usar esses dados, melhorando significativamente as sugestões do meio de transporte mais eficiente a utilizar para chegar a determinado destino.

O vice-presidente da Carris admitiu também que o que está a ser pedido aos operadores tradicionais de transportes públicos é um desafio “muito significativo”, mas é certo que o “caminho atual parece insustentável e temos de as pessoas para outras soluções de mobilidade”, até porque o objetivo passa por “substituir o automóvel” numa altura em que há cada vez maior necessidade de viagens personalizadas e diferentes. Ou seja, “as exigências do utilizador são cada vez maiores”.

O que a Carris ainda não está pronta é para fazer a gestão da operação dos autocarros em tempo real: “não estamos prontos a deixar de ter horários, porque há uma parte significativa da operação que precisa desses horários”, mas “há oportunidades para fazer algum transporte on demand”.

Quem também vai ter a sua própria app em breve é a Transtejo/Softlusa, revelou no evento a vogal do conselho de administração da empresa, Sara Ribeiro.

No Digital Business Breakfast da APDC sobre Transportes Público – Desafios da Transformação Digital, também esteve Miguel Gaspar, vereador da Câmara Municipal de Lisboa e José Silva Rodrigues, secretário-geral do grupo Barraqueiro.

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