Conselho das Finanças Públicas

Teodora Cardoso alerta para controlo da despesa na saúde

A presidente do Conselho das Finanças Públicas, Teodora Cardoso. TIAGO PETINGA/LUSA
A presidente do Conselho das Finanças Públicas, Teodora Cardoso. TIAGO PETINGA/LUSA

Presidente do Conselho das Finanças Públicas avisa que problema da dívida não está resolvido e que o país está sob olhar atento das agências de rating

A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP) reconhece que a saúde é um setor “complexo”, mas que “precisa de ser trabalhado”, tendo em conta o aumento esperado da despesa devido ao fator de envelhecimento da população e também da evolução tecnológica que, em alguns casos, é cara, como as novas terapias.

“Durante muitos anos a saúde viveu sob a regra do tendencialmente gratuito, mas nada é gratuito. É preciso que as pessoas aprendam a lidar com isso. É inevitável o aumento dos custos para a saúde”, sublinhou Teodora Cardoso na apresentação do relatório que atualiza os cenários macroeconómico e orçamental até 2022.

A presidente do CFP recomenda um “consenso social e político entre todos nós e a tal ideia de que é gratuito e pode-se gastar à vontade não é verdade. Pode ser gratuito o acesso à saúde e devemos manter isso, mas esse acesso é caro e tem que ser pago”, alertou Teodora Cardoso, lembrando que “não se pode aumentar indefinidamente os impostos para fazer face às despesas.”

Dívida pública ainda não está resolvida

A presidente do Conselho das Finanças Públicas deixou ainda outro alerta sobre a evolução da dívida pública: “o problema não está resolvido e temos uma história que não é saudável”, sublinhando que a “atenção que nos (ao país) está a ser dada é enorme”, referindo-se às agências de rating.

Apesar disso, o Conselho das Finanças Públicas projeta, até 2022, uma redução da dívida de quase 20 pontos percentuais, face ao final de 2017, passando de 125,7% do PIB para 106,1% ao longo do exercício.

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