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Teodora Cardoso: “Não vai ser fácil” atingir défice previsto em 2017

A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso. Foto: ANTÓNIO COTRIM/LUSA
A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso. Foto: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Fundo Monetário Internacional também dúvida do défice do próximo ano, prevendo que o mesmo seja de 2,1%, contra os 1,6% previstos pelo governo

A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Teodora Cardoso, acha que será difícil para o governo conseguir um défice abaixo de 2% no próximo ano, isto quando o executivo antecipa fechar as contas de 2017 com saldo de -1,6%.

Apesar das dúvidas, o Conselho de Finanças Públicas ainda não fez cálculos que lhe permitam avançar com projeções mais concretas, à imagem daquelas esta semana publicadas pelo Fundo Monetário Internacional, em que este antecipou um défice de 2,1% nas contas portuguesas do próximo ano.

Em entrevista a publicar na próxima segunda-feira pelo “Jornal de Negócios”, e que será transmitida este domingo pela “Antena 1”, a economista detalha que identifica riscos tanto do lado da despesa como do lado da receita e que, no final das contas, tudo vai depender da evolução do investimento, exportações e do impacto do congelamento da despesa.

Ler também: CFP. Cenário macroeconómico tem projeções “estatisticamente plausíveis

Segundo antecipa o Jornal de Negócios na edição online, para Teodora Cardoso “há riscos na gestão da despesa por assentar numa perspetiva de curto prazo e confiar no congelamento de despesas. Do lado da receita também há otimismo, ainda que não exagerado”.

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