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Tesouro paga mais de 2% para se financiar a dez anos

Bilhetes do Tesouro emite dívida a três meses com juros mais baixos de sempre
Cristina Casalinho, presidente do IGCP. Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens

O Estado financiou-se em 1,25 mil milhões de euros em títulos a cinco e a dez anos, o montante máximo pretendido. Juros subiram no prazo mais longo.

Portugal pagou mais para se financiar a dez anos mas obteve juros mais baixos para pedir dinheiro emprestado num prazo de quase cinco anos. O Tesouro foi ao mercado esta quarta-feira e financiou-se em 1,25 mil milhões de euros, o montante máximo pretendido para esta operação de financiamento.

Nos títulos a dez anos foram colocados 760 milhões de euros, segundo dados do IGCP. A taxa de juro foi de 2,046%. No último leilão comparável, realizado em novembro do ano passado, o preço tinha sido de 1,939%. A procura mais que duplicou a oferta. Em janeiro, o Tesouro tinha-se financiado em quatro mil milhões de euros numa operação com recurso a sindicato bancário. O juro tinha sido de 2,137%.

Nas obrigações com maturidade em outubro de 2022, a agência que gere a dívida pública (IGCP) colocou 490 milhões de euros. A procura mais que triplicou a oferta e o juro foi de 0,577%. Na última operação comparável, em novembro do ano passado, a taxa tinha sido de 0,916%.

“Os resultados aparentam ser relativamente fortes”, diz Anne Karina Asbjorn, analista do Nomura ao Dinheiro Vivo. Apesar da subida da taxa a dez anos, Paulo Rosa, senior trader do Banco Carregosa, diz, numa nota enviada às redações, que o juro limitou-se a “seguir os dados do mercado secundário, que atualmente apresenta uma taxa de 2,09% para este prazo. A taxa subiu face à última emissão, mas isso é o que tem acontecido com as taxas das dívidas soberanas mais recentemente, como a Alemanha, dada a expectativa de subida de juros”.

Já em relação à descida dos juros na linha de obrigações com maturidade em 2022, Paulo Rosa explica que “formalmente, temos uma descida acentuada face à taxa da última emissão comparável. Mas é uma comparação um pouco artificial porque a última vez que Portugal emitiu dívida a cinco anos foi em outubro passado, antes de um período de queda acentuada nos juros”.

Atualizada às 11:42

 

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