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Tesouro planeia ir buscar 15 mil milhões aos mercados este ano

Cristina Casalinho, presidente do IGCP. (Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens)
Cristina Casalinho, presidente do IGCP. (Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens)

Além da emissão de Obrigações do Tesouro, a agência que gere a dívida pública prevê um contributo positivo das famílias.

O Estado conta financiar-se nos mercados, através de Obrigações do Tesouro (OT), em 15 mil milhões de euros durante 2018, segundo uma nota da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), que confirma os valores da dívida a emitir este ano. O valor a emitir durante 2018 em OT é semelhante ao verificado em 2017. No ano passado, este instrumento permitiu ao Estado um financiamento bruto de 15,1 mil milhões de euros.

“Um montante de 15 mil milhões de euros será obtido via emissão bruta de OT, combinando sindicatos e leilões, assegurando emissões mensais”, refere a nota da agência liderada por Cristina Casalinho. A este valor, o IGCP prevê “ainda uma contribuição positiva de 1,8 mil milhões de euros de produtos de retalho”. As necessidades líquidas de financiamento previstas são de 10,9 mil milhões de euros.

Já os Bilhetes do Tesouro (BT), instrumentos de dívida de curto prazo, deverão ter um impacto nulo no financiamento líquido. Ou seja, as novas emissões servirão para refinanciar linhas de BT que vão atingir a maturidade. O IGCP vai arrancar com os leilões de BT já a 17 de janeiro, pretendendo captar entre 1,5 e 1,7 mil milhões de euros em títulos a seis e 12 meses. No total do primeiro trimestre, o Tesouro conta financiar-se em entre 3,75 mil milhões e 4,5 mil milhões de euros através destes instrumentos.

Em relação às OT, o Commerzbank antecipa que esta semana o Estado arranque com uma emissão sindicada. Geralmente, Portugal faz uma operação desse tipo no início do ano, de forma a dar início ao plano de financiamento.

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