Coronavírus

Têxtil abre linhas de fábrica para equipamento de proteção

(Artur Machado / Global Imagens)
(Artur Machado / Global Imagens)

Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção diz que um grupo de várias empresas de referência do setor está já mobilizado.

Várias empresas da fileira portuguesa do têxtil e vestuário estão a disponibilizar o seu conhecimento e capacidade produtiva “para fazer equipamentos de proteção” no combate ao Covid-19, anunciou hoje a associação do setor ANIVEC.

“Numa iniciativa da ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, um grupo de várias empresas de referência do setor estão já mobilizadas para colocarem os seus ativos ao serviço da saúde pública”, refere a entidade, em comunicado.

“Estas empresas, a que poderão juntar-se outras, estão a disponibilizar as suas competências e capacidades técnicas para assegurarem a produção de equipamentos de proteção individual e vestuário de trabalho para os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros”, adianta a ANIVEC.

“O contexto excecional que se vive no mundo e em Portugal com a proliferação do Covid-19, que até ao momento já contabiliza 448 casos confirmados de infeção pelo vírus, levou a esta iniciativa, que tem como objetivo contribuir para a mitigação do impacto” do novo coronavírus.

A fileira têxtil e vestuário portuguesa “tem capacidades técnicas inigualáveis no mundo”, pelo que não poderia, “num momento difícil como o atual, deixar de contribuir (…) para este combate que é de todos nós”, afirma César Araújo, presidente da ANIVEC, citado em comunicado.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180.000 pessoas, das quais mais de 7.000 morreram e 75.000 recuperaram.

O surto começou em dezembro na China, que regista a maioria dos casos, e espalhou-se entretanto por mais de 145 países e territórios. Na Europa há mais 67.000 infetados e pelo menos 2.684 mortos, a maioria dos quais em Itália, Espanha e França.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos. Há ainda a assinalar mais 4.030 casos suspeitos até hoje, dos quais 323 aguardam resultado laboratorial.

Do total de cidadãos infetados em Portugal, três recuperaram.

O país está em estado de alerta desde sexta-feira, tendo o Governo colocado os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

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