Têxtil e calçado em busca de recorde nas exportações

Parceria do Portugal Fashion replicada na Colombiamoda
Parceria do Portugal Fashion replicada na Colombiamoda

A maior "embaixada" de sempre da moda portuguesa marca presença, por estes dias, na Colômbia. São mais de 40 as empresas de têxtil, vestuário e calçado que estarão, de 22 a 24 de julho, a expor os seus produtos na 25.ª edição da Colombiamoda, em Medellín. O objetivo é simples: reforçar a exposição internacional de dois setores que são, por natureza, exportadores, mas que precisam de diversificar destinos. Em nome do alargamento da base exportadora.

Nos primeiros cinco meses do ano, tanto o calçado como a indústria e do vestuário viram as suas vendas para os mercados externos crescer mais de 11%, cifrando-se em 730 milhões e 1960 milhões de euros, respetivamente. E se tudo correr bem, ambos esperam fechar o ano com excelentes performances. O calçado poderá, provavelmente, voltar a bater o seu máximo histórico de exportações, como tem vindo a fazer, ano após ano, desde 2010, e o têxtil e o vestuário poderá ultrapassar os 4,6 mil milhões de euros e aproximar-se substancialmente do seu melhor ano de sempre – o de 2001 – quando exportou quase cinco mil milhões de euros.

“Mas há que não esquecer que, nessa altura, tínhamos o dobro das empresas e o dobro dos trabalhadores. O que significa que hoje temos 120 mil trabalhadores diretos, mas com outro perfil. São quadros mais especializados, de uma indústria que soube reestruturar-se e reinventar-se, incorporando novos fatores de competitividade como a inovação, o design, o serviço e a logística”, diz o diretor geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP). Paulo Vaz sublinha, mesmo: “O nosso campeonato não é discutir cêntimos com os asiáticos ou os países do Norte de África, são os produtos de alta gama e de elevado valor acrescentado”.

Também o calçado tem hoje algumas das empresas tecnologicamente mais bem apetrechadas do mundo, graças aos “grandes investimentos” realizados ao longo da década de 2000, em investigação e desenvolvimento e em novos equipamentos, alguns, do mais inovador que existe no mundo. João Maia, diretor executivo da associação do setor, a APICCAPS, lembra ainda “o longo caminho, percorrido a pulso”, de afirmação e projeção internacional da marca coletiva “Portuguese Shoes”. Um caminho difícil, mas bem sucedido. Basta ver que hoje o calçado português é o segundo mais caro do mundo, a seguir ao italiano.

E o que ganha o país com tudo isto? Além do contributo para as exportações totais – o calçado pesa 3,8% e o têxtil e vestuário 9% -, ambos têm vindo a criar emprego. O calçado estima em mil os novos postos de trabalho criados no último ano e o têxtil e vestuário não tem, ainda, números, mas garante que, “pela primeira vez em muitos anos, já se está a criar emprego na indústria”.

Desfiles em Medellín

A presença portuguesa na Colombiamoda tem o seu ponto alto logo no primeiro dia da feira, quando vestuário e calçado se unirem num desfile conjunto intitulado “Moda Portugal” e organizado pela Seletiva Moda (associação que junta têxtil, vestuário e lanifícios e organiza as ações de promoção no exterior) e pela APICCAPS.

Mas, e porque é a primeira vez que está na Colômbia (há 2 anos que a Seletiva Moda vai a esta feira), o calçado está apostado em dar grande visibilidade ao setor. Além de ter mais de 20 outdoors em Medellín e Bogotá, designadamente nos aeroportos, a associação promove a distribuição massiva de merchandising na feira e a realização de “flashmobs”. Trouxe também importadores, em maio, importadores colombianos a Portugal, a visitar as fábricas de calçado que estarão agora na feira, o que já deu origem à concretização de negócios.

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