internacionalização

Têxtil quer exportar cem milhões para América Latina

Fotografia: Rui Manuel Fonseca / Global Imagens
Fotografia: Rui Manuel Fonseca / Global Imagens

Negócios. Empresas portuguesas vão mostrar-se em Medellín, na Colômbia, onde se dão a conhecer a 15 mil compradores locais e internacionais

A indústria têxtil e do vestuário portuguesa está apostada em praticamente duplicar as suas exportações para a América Latina até 2025, atingindo vendas na ordem dos cem milhões de euros. Um valor calculado numa “perspetiva conservadora”, diz o diretor-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), que acredita que o mercado “tem condições” para que essa meta seja “facilmente ultrapassada”.

“Não é um valor excecional quando comparado com o obtido nos mercados europeus, mas há que ter em conta que se trata de países que têm um limitado poder de compra. Mas acreditamos que, com o tempo, se assistirá a um aumento do rendimento da classe média, que terá, crescentemente, apetência por produtos de maior valor acrescentado”, afirma Paulo Vaz.

Para já, o target das empresas nacionais são as classes mais favorecidas, que se calcula que correspondam a cerca de 10% da população local. Qualquer coisa como quatro milhões de pessoas na Colômbia, por exemplo. Um país que serve de plataforma para os vários mercados da América Latina e que organiza as únicas feiras de relevo para o setor. “Quem é alguém na América Latina no segmento têxtil e de moda passa, seguramente, pela Colombiatex e pela ColombiaModa, certames muito profissionais e com grande impacto na região”, acrescenta o diretor-geral da ATP.

E é sob o tema #NuevoJuego que arranca, amanhã, em Medellín, a segunda cidade mais importante do país, a 29.ª edição da Colombiatex. De 24 a 26 de janeiro, a Plaza Mayor servirá de palco ao encontro de 510 expositores com 13 mil compradores nacionais e 1800 internacionais, provenientes de mais de 60 países. A expectativa da organização, a cargo da Inexmoda, é que as oportunidades de negócios realizadas na feira ascendam a 313 milhões de dólares, qualquer coisa como 295 milhões de euros.

A aposta do têxtil e vestuário português na Colômbia tem já sete anos, entre a participação na Colombiatex, um certame dedicado às matérias-primas, tecidos, malhas e acessórios, e na ColombiaModa, em julho, um evento mais direcionado ao vestuário e à moda. As exportações da fileira para este mercado passaram de 400 mil euros em 2010 para 1,9 milhões em 2015, valor que foi já atingido nos primeiros 11 meses do ano passado. No conjunto da América Latina, a ITV nacional vendeu, até novembro de 2016, cerca de 59 milhões de euros. No ano de 2015 exportara 67 milhões de euros.

São quatro as empresas portuguesas presentes nesta 29.ª edição da Colombiatex: Lemar, Ribera e Vilamoura no segmento dos tecidos e Natcal nos equipamentos têxteis. “Conhecer novos clientes, e aumentar o volume de negócios” é o objetivo da Lemar, que regressa após um interregno de dois anos. A Natcal, especialista em máquinas têxteis, assume que “esta é a feira mais importante da América do Sul” e pretende aí “angariar novos clientes e divulgar a empresa”.

 

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