Brexit

Theresa May: Londres vota acordo do Brexit antes do Natal

Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido. (Fotografia: Julien Warnard/ EPA)
Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido. (Fotografia: Julien Warnard/ EPA)

"É um bom negócio para todo o Reino Unido, cumpre com o que foi referendado", destacou a chefe do Governo britânico.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse hoje que o acordo alcançado com os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) honra o referendo, o país e espera que seja aprovado pelo Parlamento britânico ainda antes do Natal.

“É um bom negócio para todo o Reino Unido, cumpre com o que foi referendado e com outras questões como o controlo das fronteiras e protege a nossa segurança”, disse May, em conferência de imprensa, acrescentado que vai defendê-lo perante os membros do Parlamento britânico.

A primeira-ministra britânica adiantou esperar que o Parlamento vote o “bom acordo” hoje alcançado ainda antes do natal e depois de um “debate crucial”, reiterando as palavras do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de que este é o único acordo possível.

May salientou que vai defender “de alma e coração” o acordo na Câmara dos Representantes, em dezembro, considerando que o texto cumpre com o que os eleitores já votaram no referendo que decidiu o ‘Brexit’.

Com o acordo hoje alcançado em Bruxelas, Theresa May salientou que o reino Unido recupera o controlo sobre as suas fronteiras, dinheiro e legislação, deixando ainda de estar sujeito às regras das políticas comuns da agricultura e das pescas.

Os chefes de Estado e de Governo dos 27 validaram hoje o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia e a declaração política da relação futura com este país, o primeiro a sair do projeto europeu.

“O Conselho Europeu endossa o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia […]. Nessa premissa, o Conselho Europeu convida a Comissão, o Parlamento Europeu, e o Conselho a empreenderem os passos necessários para assegurar que o acordo entra em vigor a 30 de março de 2019, para garantir uma saída ordenada”, lê-se nas conclusões da cimeira extraordinária de hoje.

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