Economia

Timor-Leste importa menos 400 contentores por mês

( Natacha Cardoso/ Global Imagens )
( Natacha Cardoso/ Global Imagens )

Timor-Leste importou nos primeiros oito meses do ano cerca de 13 mil contentores, ou aproximadamente 1.625 por mês.

Timor-Leste importou nos primeiros oito meses do ano cerca de 13 mil contentores, ou aproximadamente 1.625 por mês, o que representa menos 400 por mês do que em 2017, segundo dados das autoridades timorenses.

De acordo com o Banco Mundial, o país teve uma regressão de 1,8% em 2017, muito longe do crescimento de 5,3% de 2016, sendo a quedo do número de contentores um dos sinais da desaceleração económica.

Dados da Autoridade Portuária de Timor-Leste, obtidos pela Lusa, indicam que nos primeiros oito meses do ano entraram no país 12.989 contentores, ou 1623 por mês.

Em 2017, ano em que a economia já começou a sentir os efeitos da crise política, foram importados 24.418 contentores, uma média de 2034 por mês.

Empresários contactados pela Lusa confirmam a redução na entrada de contentores e a demora na chegada de produtos importados em contentores de vários importadores.

Dados da Direção de Estatísticas do Ministério das Finanças, confirmam a queda da média mensal do valor de importações (45 milhões de euros), nos primeiros oito meses do ano, em comparação com os 49 milhões de euros de média mensal em 2017.

Dados do Portal da Transparência, onde são detalhadas as contas públicas, mostram que até final de setembro o Governo só tinha executado 553,74 milhões de dólares dos 965,89 milhões de dólares orçamentados (no quadro de duodécimos).

Num país onde o Estado é o grande motor da economia, essa baixa execução do que era já um regime duodecimal condicionado sentiu-se na economia com várias empresas a fechar, especialmente de pequena e média dimensão.

Recorde-se que no último ano Timor-Leste viveu um dos períodos políticos mais tensos, com a dissolução do parlamento, eleições legislativas antecipadas e a queda do Governo.

Apesar da instabilidade política não ter causado instabilidade social – praticamente não houve conflitos de natureza política e a criminalidade mantém-se relativamente idêntica – o mesmo não se pode dizer da economia do país.

O país viveu a duodécimos entre 01 de janeiro e o final de setembro, tendo o Presidente da República promulgado na quinta-feira o Orçamento Geral do Estado para 2018.

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