Consumo

Todos à espera da rede 5G para dar novo fôlego ao mercado

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Samsung

Efeitos da nova tecnologia só deverão fazer sentir-se nos dois próximos anos. Em Portugal, arranque do 5G está previsto para junho.

Este ano, os olhos estão postos no 5G, nova tecnologia de telecomunicações móveis que deverá impulsionar as vendas de terminais de comunicação e dados em 2020. “Será certamente o grande motor de crescimento, pelo que com o aparecimento das primeiras redes na Europa, esta tecnologia terá um papel fundamental na escolha dos clientes”, defende Francisco Teixeira, responsável da área de telecomunicações e entretenimento da MediaMarkt.

Um impacto que deverá fazer-se sentir nas vendas de smartphones, que no ano passado recuaram 1,1%, para 2,7 milhões de unidades. Mas Gabriel Coimbra acredita que não será já este ano. “Só em 2021 ou 2022, com o 5G e modelos disruptivos é que veremos crescimentos (de vendas de smartphones) significativos”, prevê o diretor-geral da IDC Portugal. Para este ano, as estimativas são de um recuo de 1,2%, para vendas de 2,68 milhões de terminais.

Leia ainda: Carros autónomos, robôs e hologramas. 5G começa já a seguir

Em Portugal, o arranque da quinta geração de telecomunicações móveis (permitindo maior velocidade e capacidade de transporte de dados) está previsto para junho. Com os operadores de telecomunicações a aguardarem este mês informação do leilão das faixas de frequências que, cumprindo-se o calendário, deverá ocorrer em abril.

Neste momento, Matosinhos já está ligada por 5G. Mais cidades se seguirão. “Prevê-se que o mercado seja impulsionado pelas novas tecnologias pelo 5G, pelo que será relevante acompanhar a sua evolução na Europa”, comenta Gonçalo Lobo Xavier. E não só. “Novos formatos de design e novas aplicações para os equipamentos, como ecrãs dobráveis e ultrafinos, ou até mesmo a inteligência artificial contribuirão para a evolução do mercado”, diz o diretor-geral da APED.
Mais valências
Dispositivos inteligentes para controlar a casa (iluminação, temperatura ou assistentes) deverão continuar a ver subir as vendas: estima-se um crescimento de 19,1%, para 844 mil unidades, segundo a IDC. “É expectável que os wearables, dos quais os smartwatches são um exemplo, tenham cada vez procura”, antecipa Inês Drummond Borges, diretora de marketing da Worten. A IDC estima uma subida de 19,8%, para 890 mil unidades.

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