Trabalhadores com salário mínimo mais que duplicaram com a crise

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O valor real do salário mínimo nacional caiu cerca de 5% desde 2007, mas o número de pessoas a receberem esta remuneração base mensal mais que duplicou, alerta hoje a Organização Internacional do Trabalho.

Num relatório sobre a crise e o emprego em Portugal, divulgado hoje, a OIT faz uma análise geral ao emprego em Portugal e diz mesmo que “o mercado de trabalho não registou qualquer melhoria desde o lançamento do programa” de ajustamento financeiro.

Leia aqui o relatório da OIT para Portugal

Sobre o salário mínimo nacional, a Organização lembra que a retribuição mínima mensal garantida passou para 403 euros em 2007 e 450 em 2009, com o objetivo de chegar aos 500 euros em 2011. No entanto, com o congelamento desta atualização em 2011 para os 485 euros mensais, a OIT calcula que a perda real seja de 4,7% entre 2011 e 2013.

Leia também: UE: Quanto ganham os que ganham menos

Mais: “os trabalhadores a receber o salário mínimo nacional ganham consideravelmente menos do que na maioria dos países da UE onde existe salário mínimo, nomeadamente a Grécia, a Irlanda, a Polónia, a Espanha e o Reino Unido”.

Da mesma forma que a não actualização deste valor consistiu numa perda para o mercado laboral, o aumento do número de pessoas a quem este valor foi atribuído também aumentou.

“A proporção de trabalhadores empregados a receber o salário mínimo aumentou de 5,5% em abril de 2007 para 10,9% em abril de 2011 e para 12,7% em abril de 2012”, pode ler-se no relatório.

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