Trabalhadores da Galp e Petrogal fazem greve de 19 a 23 de maio

Carlos Gomes da Silva
Carlos Gomes da Silva

Os trabalhadores da Petrogal e da Galp Energia vão estar em greve no período que se inicia às 0h do próximo dia 19 e termina às 6h do dia 23 deste mês", informa a federação de sindicatos do sector afeta à CGTP.

Na nota enviada aos jornais, a FIEQUIMETAL revela que a paralisação de quase cinco dias irá afetar todas as operações industriais do grupo Galp: Sines, Porto, Boa Nova, Perafita, Real, Leixões.

“A greve realiza-se da seguinte forma: Para os trabalhadores da Petrogal a laborar na Refinaria de Sines, no Parque de distribuição de Sines e no Terminal petrolífero de Sines, a greve inicia-se às 0h do dia 19 e termina às 24h do dia 22;”

“Para os trabalhadores da Petrogal a laborar na Refinaria do Porto e nos Parques de distribuição da Boa Nova, Perafita, Real e no Terminal petrolífero de Leixões, a greve inicia-se às 6h do dia 21 e termina às 6h do dia 23;”

“Para os restantes trabalhadores da Petrogal, bem como da Lisboa Gás, a greve realiza-se no período compreendido entre as 0h e as 24h do dia 22 de maio.”

A nota da federação sindical lembra que “nos últimos quatro anos, a Galp Energia acumulou lucros de 1294 milhões de euros”, que “no mesmo período, foram distribuídos 892 milhões de euros de dividendos aos acionistas (aumento de 20%, em cada ano)”.

Mesmo assim, acusa, “nestes quatro anos, a Administração recusou negociar a atualização dos salários”, acusando a empresa de lançar “uma ofensiva sem precedentes contra os direitos laborais e sociais dos trabalhadores, incluindo a pretensão de desmantelar os atuais regimes de saúde e de reformas”.

Com a greve, os representantes dos trabalhadores pretendem “aumentar os salários, melhorar a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores e combater a redução/eliminação de prestações pecuniárias”, “combater a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos”, “combater a desregulação e o aumento dos horários, incluindo o banco de horas, que visa pôr os trabalhadores a trabalhar mais por menos salário” e “defender os regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais, alcançados pela luta dos trabalhadores ao longo de muitos anos de trabalho e de riqueza produzida”.

A Galp tem mais de 6800 trabalhadores em todo o mundo, dos quais quase 4000 em Portugal, segundo dados da própria empresa.

É a maior exportadora nacional (cerca de 10% do total vendido pela economia), tendo exportado produtos petrolíferos no valor de 4,1 mil milhões de euros em 2013, sobretudo fuelóleo, gasolina e gasóleo.

O lucro da Galp Energia atingiu 121 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, tendo mais do que duplicado face ao mesmo período do ano passado.

O novo presidente executivo da empresa é Carlos Gomes da Silva.

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