Trabalhadores das escolas marcam manifestação para 21 de abril

Abril vai ser um mês forte de protestos na Educação: depois da manifestação dos professores, os trabalhadores não docentes também vão para a rua.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof), afeta à CGTP, sai esta terça-feira para a rua naquela que é a primeira manifestação nacional que não se circunscreve à rua onde está situado o Ministério da Educação e que tem por destino a Assembleia da República.

Este medir de forças dos professores com o governo vai, na próxima sexta-feira, dia 21 de abril, estender-se aos trabalhadores não docentes das escolas públicas, já que a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas (também afeta à CGTP) tem marcada para aquela data uma concentração seguida de desfile até ao Ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues.

O motivo deste protesto dos trabalhadores não docentes é a falta de pessoal efetivo nas escolas públicas, o que acaba por ser resolvido através da contratação de precários. A isto soma-se a reivindicação por uma carreira específica.

Em comunicado, a Federação acusa o governo de querer destruir a escola pública e alerta que o processo de municipalização acabará por por em causa a sua universalidade.

Estas questões originaram já várias manifestações de descontentamento por parte destes trabalhadores. A última ocorreu a 3 de fevereiro com a realização de uma greve nacional.i

de Arménio Carlos

Aos protesto desta semana vai juntar-se a greve nacional da função pública convocada pela Frente Comum para 26 de maio, sendo que o governo liderado por António Costa poderá ainda enfrentar novas ações de luta nos próximos tempos. Mário Nogueira, da Fenprof, deixa a porta aberta a uma greve, e Arménio Carlos, líder da CGTP também tem deixado vários alertas.

Na semana passada, numa iniciativa que assinalou os 40 anos do Congresso de Todos os Sindicatos, Arménio Carlos sublinhou ser este o momento "de passar das palavras aos atos" no que diz respeito à revisão da legislação laboral e da reversão de mudanças realizadas durante o período da troika.

"Das palavras aos atos, do diálogo à ação, este é o momento de defender os serviços públicos", referiu, alertando "o governo que não se acomode ao poder e aos interesses instalados dos que, defendendo menos Estado e melhor Estado, já não sabem viver sem ser à custa do dinheiro dos nossos impostos". E ainda que sublinhe que a CGTP privilegia o diálogo e a negociação, o líder da Inter acentuou que "não abdica de nenhuma forma de intervenção, não rejeita o uso de todas as formas de luta ao seu alcance".

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