Troika: salários dos portugueses ainda têm de descer mais

Vítor Gaspar, ministro das Finanças
Vítor Gaspar, ministro das Finanças

Os salários dos portugueses já estão a cair, mas para a troika
esse ajustamento ainda não é suficiente. Segundo o relatório da
quarta avaliação da execução do Memorando de Entendimento,
publicado hoje pela Comissão Europeia, será necessário um maior
alinhamento entre os salários e a produtividade. Como? Através do
corte das indemnizações por despedimento e retirando peso à
contratação coletiva.

“No sentido de uma melhoria da competitividade, mais medidas serão necessárias para suportar um ajustamento salarial em linha com a produtividade”, escreve a Comissão.

E acrescenta: “Para este efeito, o Governo está a planear mais alterações no sistema de indemnizações por despedimento e reformar a extensão de contratos coletivos de trabalho para empresas não-signatárias”, isto é, que não estejam integradas em confederações empresariais.

Nesse sentido, o Governo irá reduzir o valor das indemnizações por despedimento para 8-12 dias e prepara-se também para rever o regime de contratação coletiva, tentando impedir algumas das extensões automáticas de acordos coletivos de trabalho, permitindomais negociações empresa a empresa.

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