Coronavírus

Trump admite assinar moratória sobre despejos se não houver acordo no Congresso

Donald Trump, presidente dos EUA. EPA/Yuri Gripas / POOL
Donald Trump, presidente dos EUA. EPA/Yuri Gripas / POOL

Casa Branca já garantiu que na ausência de acordo até amanhã, Trump pode emitir uma ordem executiva em relação a temas como expulsão de inquilinos.

O Presidente norte-americano afirmou que tencionava declarar uma moratória sobre os despejos de inquilinos, enquanto as negociações no Congresso entre democratas e republicanos sobre novas ajudas e novos estímulos económicos continuam em situação de impasse.

“Vou fazê-lo, sim. (…) Vou fazê-lo sobre os despejos, disse Donald Trump, na rádio norte-americana WTAM 1100.

O Congresso tinha aprovado em março um plano de apoio à economia que incluía uma moratória para impedir os despejos de milhões de norte-americanos atingidos pela crise e que não podiam pagar a habitação. Mas esta ajuda acabou no final de julho.

Em ambiente de tensão pela aproximação das eleições presidenciais, as negociações sobre um novo plano de apoio continuam sem resultado ao fim de duas semanas de reuniões diárias.

A Casa Branca já garantiu que na ausência de acordo até sexta-feira, Trump pode emitir uma ordem executiva em relação a assuntos como a expulsão dos inquilinos, o prolongamento da ajuda federal aos desempregados e uma redução dos impostos sobre os salários.

Democratas e republicanos estão separados por alguns biliões de dólares, com estes a apresentarem no final de julho um programa de um bilião de dólares, depois de os democratas terem feito aprovar pela Câmara dos Representantes, que dominam, um de três biliões.

Entre os grandes pontos de desacordo está o pagamento semanal de 600 dólares por semana (correspondente a 15 dólares por hora para uma semana de trabalho de 40 horas), além do subsídio de desemprego, que tinha sido criado em março para ajudar os milhões de desempregados no quadro da crise provocada pela pandemia, e que acabou em 31 de julho.

Para alguns republicanos, esta verba desencoraja os desempregados de procurarem trabalho e propuseram a sua descida para 200 dólares. A Casa Branca admite 400 dólares, mas os democratas reafirmaram hoje a defesa dos 600 dólares.

No total, em meados de julho, os norte-americanos que estavam a receber esta ajuda eram 32 milhões. Na mesma época do ano passado, os desempregados nos EUA que recebiam subsídio de desemprego totalizavam 1,7 milhões.

A Casa Branca está a negociar diretamente com os democratas.

Mas qualquer acordo precisa depois de ser ratificado pelo Senado, onde predominam os republicanos.

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