Guerra comercial

Trump ameaça Pequim e ordena às empresas: “saiam da China”

Trump Xi China
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Xi Jinping, presidente da China. Foto: Reuters

Donald Trump reagiu de forma categórica ao anúncio de tarifas por parte da China e ordenou as empresas do país a procurarem alternativas

A guerra comercial entre Estados Unidos e China continua a escalar. Horas depois da China anunciar novas tarifas – em reação aquelas que os EUA já tinham anunciado para o início de setembro -, Donald Trump reagiu na sua conta de Twitter com algumas ameaças relevantes e remeteu para daqui a pouco medidas concretas de resposta.

O presidente norte-americano começou por evidenciar que os EUA “perderam estupidamente” biliões de dólares para a China nos últimos anos, incluindo “no roubo de propriedade intelectual”. “E eles querem continuar”, avisa. Seguem-se algumas declarações categóricas: “Estamos melhor sem eles. O roubo tem de parar. As nossas grandes companhias estão neste momento avisadas para começarem de imediato a procurar alternativas à China”. O aviso inclui: “devem trazer a produção de volta aos EUA”.

A Apple é a gigante americana que, neste momento, parece mais dependente da produção vinda da China – todos os seus principais produtos são montados por lá – e Tim Cook já tinha pedido a Trump a semana passada que evitasse a escalada da guerra comercial.

No entanto, Trump parece ter uma opinião diferente e parece ter deixado pouco espaço para uma reconciliação com as ameaças feitas hoje na sua conta de Twitter. : “esta é uma grande oportunidade para os EUA”; “vou responder às tarifas chinesas esta tarde (noite em Portugal)”; “Também vou ordenar que as distribuidoras como a FedEx, Amazon, UPS e os correios que recusem todas as entregas de Fentanyl [um medicamento contra a dor que tem estado envolto em polémica também graças a Trump] da China (ou de qualquer outro lugar)! Fentanyl mata 100 mil americanos por ano”, “o presidente Xi disse que iriam parar – não pararam.”

Líder do Fed também criticado

Antes destes tweets diretos sobre a China, o presidente norte-americano tinha criticado o chairman da Reserva Federal do país, Jerome Powell, perguntando se o líder do banco central não seria um “inimigo” maior do que o presidente chinês, Xi Jinping. “A Fed não fez nada!” Disse Trump sobre os resultados da economia do país, voltando a apontar para esta tarde novas medidas.

A China anunciou esta sexta-feira que vai impor tarifas de retaliação contra cerca de 75 mil milhões de dólares em produtos dos EUA, colocando um adicional de até 10% sobre as taxas já em vigor na disputa entre as duas maiores economias do mundo.

(atualizado às 17h45 para corrigir referência a Jerome Powell)

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