taxas de juro

Trump ataca de novo Reserva Federal e insiste em descida dos juros

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
REUTERS/Jonathan Ernst
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente norte-americano considera a Reserva Federal (Fed) "incompetente".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, reiterou hoje as críticas ao banco central norte-americano, exigindo que reduza as taxas de juro “mais depressa e com mais vigor” e considerando a Reserva Federal (Fed) “incompetente”.

“Eles devem baixar as taxas mais depressa e com mais vigor (…). A incompetência é terrível de ver, sobretudo quando se sabe que tudo se resolveria facilmente”, escreveu na rede social Twitter.

“O nosso problema não é a China (…) É a Reserva Federal que é demasiado orgulhosa para admitir que fez um disparate ao subir as taxas de juro muito depressa. (Eu tinha razão!), disse Trump, que fez referência à descida dos juros decidida hoje por três bancos centrais (Índia, Nova Zelândia e Tailândia).

Em plena guerra comercial entre China e Estados Unidos, após uma forte depreciação da moeda chinesa e depois da subida das taxas de juro decidida pela Fed na semana passada, os três bancos centrais surpreenderam os mercados ao baixar os juros.

O banco central da Nova Zelândia reduziu a taxa de juro para 1%, um mínimo histórico. O banco central indiano cortou a sua taxa de referência em 35 pontos base (para 5,4%) e a Tailândia decidiu um corte de 0,25 pontos percentuais para 1,5%.

No último ano, Donald Trump tem feito sucessivas críticas à Fed e, apesar do corte nas taxas de juro decidido há uma semana pelo banco central, não diminuiu a pressão, uma vez que enfrenta dificuldades nas negociações comerciais.

As críticas de hoje surgem um dia depois da publicação no Wall Street Journal de um texto assinado por quatro antigos presidentes da Fed – Paul Volcker, Alan Greenspan, Ben Bernanke e Janet Yellen – a pedirem respeito pela independência do banco central.

Volcker, Greenspan, Bernanke e Yellen destacam que “é fundamental preservar a capacidade do banco central tomar decisões com base nos interesses do país e não nos interesses de um pequeno grupo de políticos”.

O atual presidente da Fed, Jerome Powell, que assumiu o cargo em fevereiro de 2018, nomeado por Trump para um mandato de quatro anos, tem insistido na independência da instituição, defendendo que as suas decisões se baseiam exclusivamente em dados económicos.

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