Economia

Trump avisa que pode aplicar mais tarifas à China se não houver acordo no G20

REUTERS/Grigory Dukor
REUTERS/Grigory Dukor

O presidente dos Estados Unidos e o homólogo chinês encontram-se neste fim de semana no Japão, no âmbito do G20. Trump já avisou que tem um plano B se as negociações não correrem bem. Por outro lado, o secretário do Tesouro dos EUA já veio dizer que um acordo pode estar próximo.

O encontro dos líderes das 20 principais economias do mundo realiza-se este fim de semana no Japão. Com as tensões comerciais entre os EUA e a China sem sinais concretos de estarem a chegar ao fim, o presidente americano e o homólogo chinês vão estar frente a frente no próximo sábado. E Donald Trump já fez saber que, se não chegar a acordo com Xi Jinping, já tem preparado um plano B.

“O meu plano B com a China é receber milhares e milhares de milhões de dólares por mês e vamos fazer cada vez menos negócios com eles”, disse o presidente dos EUA em entrevista à Fox, citada pela Bloomberg. Não é a primeira vez que Donald Trump admite aplicar mais taxas aduaneiras sobre as importações chinesas que entram em solo americanos. Recentemente, disse que poderia aumentar as taxas sobre 300 mil milhões de dólares de bens chineses importados se não conseguir um acordo com Pequim.

Porém, não é clara ainda a decisão que a administração norte-americana vai tomar. Esta terça-feira, a Bloomberg avançava que Washington poderia suspender a próxima vaga de taxas sobre 300 mil milhões de bens importados com origem na segunda maior economia do mundo. Por outro lado, Trump admitiu em entrevista que, se aplicar taxas alfandegárias sobre um conjunto mais alargado de bens chineses, poderá ser uma taxa de 10% e não de 25%.

Ainda durante a entrevista à cadeia americana, o líder dos EUA teceu críticas a alguns parceiros comerciais – como a Alemanha e o Vietname -, mas sublinhou que gosta da China, sendo que o que o desagrada está associado a questões económicas. “Eles [China] tiraram proveito de nós por muito tempo”, disse. “Desvalorizaram a sua moeda como uma bola de ping-pong”.

Acordo próximo?
Steven Mnuchin, secretário do Tesouro dos EUA, disse à CNBC nesta quarta-feira, que um acordo comercial entre a América e a China está próximo e mostrou-se otimista para o progresso das negociações entre os dois líderes no fim de semana. “Estamos perto de 90% a caminho disso e acho que há uma via para completar isso”, disse.

Mnuchin sublinhou ainda: “a mensagem que queremos ouvir é que eles querem regressar à mesa das negociações e continuar porque eu acho que há um bom desfecho para a sua economia e a economia dos EUA fica com um comércio equilibrado e continua a construir nesta relação”.

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