Comércio

Trump deixa cair tarifas comerciais sobre aço e alumínio da UE

Trump tarifas
Donal Trump. Fotografia: EPA/MICHAEL REYNOLDS

Países da União Europeia, Argentina, Brasil, Austrália e Coreia do Sul ficam na mesma. São aliados. Exportações para a China penalizadas.

As exportações europeias (União Europeia) de aço e alumínio para os Estados Unidos vão continuar isentas de tarifas alfandegárias, acabou de revelar Robert Lighthizer, o representante do governo de Donald Trump para os assuntos comerciais.

Segundo a agência alemã DPA, que está a ser citada pela Reuters, numa audiência numa comissão especializada do Senado norte-americano, Lighthizer prometeu isentar a União Europeia e também outros parceiros aliados como Argentina, Brasil, Austrália e Coreia do Sul.

No início deste mês, Trump tinha anunciado que os Estados Unidos iriam avançar com a aplicação de tarifas de 25% sobre o aço importado e 10% sobre o alumínio. O objetivo seria proteger a sua indústria nacional.

Na altura, soube-se que alguns parceiros próximos dos EUA como Canadá e México ficariam fora desta agressão comercial.

Entanto ficou no ar o que poderia acontecer à União Europeia, o que motivou um clima de grande tensão e nervosismo por parte dos dirigentes e alguns empresários europeus.

O presidente da Comissão Europeia, há uns dias, deu exemplos de importações que poderiam vir a ser penalizadas como retaliação aos EUA, caso estes avançassem para a guerra comercial: motas “Harley-Davidson, bourbon, jeans Levi’s”, acenou na altura Jean-Claude Juncker.

“Há uma lista de produtos em que pode haver recuo nas facilidades dadas no passado aos EUA”, reiterou o comissário europeu dos assuntos comerciais, Pierre Moscovici, depois do último conselho Ecofin, há uma semana.

Aos jornalistas, na capital belga, Moscovici disse que “primeiro, Bruxelas lamenta as medidas avançadas pelos Estados Unidos e, segundo, Bruxelas está a preparar medidas de resposta e de salvaguarda necessárias”. Estão ainda a ter “discussões dentro da Organização Mundial do Comércio e, portanto, estamos a forjar oposições”.

Pelos vistos não será preciso levar as coisas até às últimas consequências.

China altamente penalizada promete Washington

Já a China, acena agora a Casa Branca, não terá certas benesses como até aqui e como, aliás, já vinha a ser prometido há semanas. A administração Trump diz que vai impor barreiras e tarifas alfandegárias sobre o equivalente a 50 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros) de produtos chineses.

As novas penalidades vão afetar centenas de produtos importados, como calçado, roupa e equipamentos eletrónicos, escreve o jornal espanhol Expansión.

Além disso, Trump diz que quer ir mais longe no tratamento negativo da China. Além das importações dos EUA vindas da China, prometeu impor limites a “certos investimentos” chineses em resposta à sua política ambiciosa em sectores como o dos telemóveis e da inteligência artificial, indica o mesmo Expansión.

(atualizado às 17h20)

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