Guerra comercial

Trump vai aplicar tarifas a bens chineses no valor de 300 mil milhões

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
REUTERS/Jonathan Ernst
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. REUTERS/Jonathan Ernst

Trump pretende aplicar, dentro de um mês, “tarifas adicionais de 10% nos restantes 300 mil milhões de dólares de bens e produtos” da China.

As tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China podem voltar a subir de tom. Donald Trump revelou na rede social Twitter que pretende aplicar mais taxas aduaneiras sobre os bens chineses que são importados para os EUA. O presidente norte-americano disse, no Twitter, que os representantes americanos, encarregados de negociar com Pequim, tiveram “negociações construtivas”.

Contudo, e o facto de a segunda maior economia do mundo não ter cumprido com acordos anterior levam-no a aplicar “tarifas adicionais de 10% nos restantes 300 mil milhões de dólares de bens e produtos que chegam ao nosso país da China. Isto não inclui os 250 mil milhões de dólares que já foram [sujeitos] a tarifas de 25%”.

“Os nossos representantes acabaram de regressar da China onde tiveram negociações relacionadas com o futuro Acordo Comercial. Pensávamos que tínhamos um acordo com a China há três meses, mas infelizmente, a China decidiu renegociar o acordo antes de o assinar. Mais recentemente, a China concordou comprar produtos agrícolas dos EUA, em grandes quantidades, mas não fez. Além disso, o meu amigo, o presidente Xi, disse que iria parar de vender fentanil aos EUA – isto nunca aconteceu e muitos americanos continuam a morrer!”, diz o presidente dos EUA na rede social.

“A negociações comerciais continuam e durante as negociações os EUA vão começar, a 1 de setembro, colocando uma pequena tarifa adicional de 10% nos restantes 300 mil milhões de dólares de bens e produtos que chegam da China ao nosso país. Isto não inclui os 250 mil milhões de dólares já [sujeitos] a tarifas de 25%. Aguardamos com expectativa a continuação do diálogo positivo com a China para um Acordo Comercial alargado, e sentimos que o futuro dos dois países vai ser muito promissor” acrescenta Trump no Twitter.

Os negociadores americanos e chineses reuniram-se na passada terça-feira, 30 de julho, em Xangai, com o acordo comercial em cima da mesa. Contudo, o encontro terminou sem um acordo.

Na semana passada, e de acordo com a Lusa, Trump alertou que pode não haver acordo antes das próximas eleições presidenciais dos EUA, marcadas para novembro de 2020. No fim de semana, o líder norte-americano atacou o estatuto da China como país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio, afirmando que Pequim “aldraba o sistema às custas dos EUA”. O ministério chinês dos Negócios Estrangeiros disse, entretanto, que as críticas de Trump “expuseram ainda mais a sua arrogância desonesta e egoísmo”.

(Notícia atualizada às 19:38)

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