Turismo

Turismo com 51 milhões de dormidas até outubro

Hotel Pestana Palace, em Lisboa.
Hotel Pestana Palace, em Lisboa.

O aumento de hóspedes no acumulado do ano é de 1,3%, enquanto as dormidas registam uma ligeira queda de 0,5%.

Em outubro, o volume de hóspedes nos hotéis nacionais cresceu 0,7%, para dois milhões, enquanto o total de dormidas diminuiu 0,1% atingindo 5,4 milhões, segundo os resultados da atividade turística divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar de terem chegado mais hóspedes, ficaram menos noites: a estada média foi de 2,70 noites (-0,8%), em resultado da diminuição de 1,2% de não residentes; a taxa média de ocupação baixou para os 53,8%.

Somando os dez primeiros meses deste ano, ficaram instalados 18,5 milhões de hóspedes, em hotéis nacionais, o que representa um crescimento moderado de 1,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Nas dormidas, a tendência é contrária, registando-se uma diminuição de 0,5%, sendo os estrangeiros os que mais contribuíram para este abrandamento.

Esta redução das dormidas deve-se sobretudo ao recuo do número de turistas britânicos – mercado que pesa 20,2% do total das dormidas de não residentes em Portugal. De acordo com o INE, apresentou um decréscimo de 2,3% em outubro. Desde o início do ano, o número de visitantes britânicos não passou dos 1,6 milhões, tendo encolhido 8,7%. Alemães e franceses foram 1,1 milhões e 1,2 milhões (-4,4% e -2,4%, respetivamente).

Proveitos em crescendo
Já os mercados que mais cresceram em outubro face ao mês homólogo do ano passado foram o espanhol (8%), o norte-americano (10,4%) e canadiano (14,3%), embora não tenham conseguido compensar as restantes quedas.

Enquanto as dormidas de residentes cresceram para 1,3 milhões – +10,8% -, as de não residentes caíram 3,2% em outubro. Mesmo assim, registaram mais de quatro milhões de dormidas, o que significa uma queda de 3,2% face a 2017.

Ainda assim, esta quebra nas dormidas não teve efeito nas receitas. Os proveitos totais atingiram 332,1 milhões de euros e os de aposento 239,8 milhões de euros, mais 2,6% e 1,7%, respetivamente, do que no ano passado.

Norte e o Alentejo escapam a quebra dos estrangeiros
Dados do gabinete de estatísticas nacional mostram que, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 53,8 euros, o que se traduz num aumento de 0,8% face ao mesmo mês do ano anterior. A Área Metropolitana de Lisboa registou o RevPar mais elevado (93,9 euros).

Entre as várias regiões, o INE destaca o Norte e o Alentejo, com crescimentos de 6,1% e 5,5%, respetivamente, mantendo a tendência verificada nos restantes meses deste ano. Neste indicador, a redução mais significativa, em outubro, ocorreu no Centro (-6,8%).

*Atualizada às 12:25.

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