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Turismo. Antiguidade é o que menos pesa nos aumentos salariais

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Turismo está a reforçar emprego e condições atribuídas aos trabalhadores, refere estudo da consultora Mercer

O Turismo está mais resiliente e a receita gerada nos últimos anos não está apenas a servir para financiar novos projetos. O setor está a criar emprego e a tornar-se “diferenciador na gestão estratégica e de competitividade dos recursos humanos”, destaca Marta Gonçalves da Mercer.

Na última leitura que fez a esta indústria, a consultora detectou aumentos salariais entre os 1,6% e os 2,1% para 2019, acima das subidas verificadas um ano antes. E as regras utilizadas baseiam-se cada vez menos na antiguidade, e cada vez mais na prestação de cada trabalhador.

Os principais fatores que condicionam o incremento salarial “são os resultados da organização (77%), o desempenho individual (69%), o nível funcional (46%), o posicionamento na grelha salarial (46%), o posicionamento face ao mercado (31%), a inflação (23%) e a antiguidade (8%)”, refere a consultora em comunicado, acrescentando que mais de metade das empresas do setor (55%) realiza a sua revisão salarial em março, com apenas 36% a realizarem estes aumentos em janeiro.

“A principal condicionante para o incremento salarial são os resultados da organização e o desempenho individual, sendo que as perspetivas para este ano relativamente a este assunto são animadoras. Com este estudo pretendemos ajudar os profissionais do setor a compreenderem melhor a sua realidade e conceder insights que permitam apoiar as suas tomadas de decisão estratégica”, refere Marta Dias.

O emprego no setor faz-se cada vez mais de pessoas com idade inferior a 26 anos (20%), sendo a antiguidade média do setor inferior a 4 anos. 40% dos que trabalham no turismo têm apenas o ensino secundário.

No ano passado a indústria do Turismo, que agrega não apenas os serviços de alojamento e restauração, como também a animação turística, teve um peso de 6,7% no emprego em Portugal. A amostra analisada pela Mercer (93 hotéis e pousadas) mostra que 28% das empresas têm mais de 500 colaboradores e metade (50%) apresentam um volume de negócios entre 5 e 20 milhões de euros.

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