Turismo com linha de crédito de 900 milhões e restauração com 600 milhões

O contágio do Covid-19 ao turismo pode fazer muitas vítimas. Para travar esses efeitos, governo lançou linhas de crédito discriminadas por áreas.

Hotéis vazios, restaurantes, bares e discotecas encerrados ou com poucos clientes. É este o retrato do setor atualmente fruto da propagação do novo coronavírus (Covid-19) e os prejuízos gerados ameaçam o emprego e a sobrevivência de muitas empresas. Por isso, e para atacar o problema, o governo lançou linhas de crédito para apoiar o setor, cujo montante que as empresas podem receber da sua dimensão.

A dotação máxima por empresa depende do tamanho: uma micro e pequena empresa pode receber até 50 mil euros; as médias empresas até 500 mil euros e uma Mid Cap até 1,5 milhões de euros.

A linha de apoio para as agências de viagem, empresas de animação turística e organização de eventos conta com 200 milhões de euros. A Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos anunciou no início da semana que as empresas desta área enfrentavam já uma “situação dramática”, estimando que os prejuízos estejam “entre os 200 e os 250 milhões de euros, até à data e que aumenta todos os dias”. Na altura não descartava a possibilidade de empresas do setor não ter capacidade para cumprir as suas obrigações financeiras com os trabalhadores.

A linha de apoio para as empresas de turismo tem uma dotação de 900 milhões de euros. A hotelaria tem estado a registar muitos cancelamentos. Na semana passada, e tendo por base os números do ano passado, a AHP - associação que reúne hoteleiros - admitia que se tivessem uma quebra ao nível dos hóspedes na casa dos 50% entre março e junho, comparando com o mesmo período de 2019, que os prejuízos ascendessem a 800 milhões de euros.

Por sua vez, o apoio à restauração e similares ascende a 600 milhões de euros. Esta quarta-feira, a AHRESP (Associação da hotelaria, restauração e similares de Portugal) divulgou um pacote de 40 medidas, entre elas 1000 euros mensais por trabalhador, adequação do processo de lay-off e um período de carência nos pagamentos tanto ao Estado como à banca. A associação defendia que as medidas apresentadas pelo Executivo de António Costa não respondem às necessidades que estes setores enfrentam e por isso fez chegar ao governo medidas que consideram ser essenciais para estas atividades.

Estes apoios inserem-se no âmbito de um conjunto de linhas de crédito para empresas no valor total de três mil milhões de euros. São um conjunto de” linhas de crédito garantidas pelo Estado e disponibilizadas através do sistema bancário para os setores mais atingidos”, indicou Pedro Siza Vieira, ministro da Economia e da Transição Digital.

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