Turismo de negócios atingiu limite de crescimento em Lisboa

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Com
228 eventos organizados em 2011, Portugal está em 14º lugar no ranking mundial
e em 9º no europeu da Associação Internacional de Congressos e Convenções
(ICCA), sendo Lisboa a cidade responsável por 107 daqueles eventos, o que a
coloca em 12º lugar mundialmente.

Leia também: 2014 será ainda melhor do que 2013 no turismo

É um feito notável e valioso, nota Vítor
Costa, diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa, porém “Lisboa
atingiu o limite de crescimento neste segmento”. Falta um centro de
congressos com capacidade para até seis mil pessoas, o que elevará a cidade ao
top 10 europeu dos grandes eventos.

“Só
há nove cidades europeias com capacidade para captar alguns dos 140 eventos com
mais de 3.500 pessoas que se realizam, anualmente, na Europa. Se tivessemos a
estrutura que falta, seriamos capazes de receber, de forma muito competitiva,
alguns desses congressos”, salienta o responsável, que enumera a
“fama de excelente capacidade de organização que os portugueses têm lá
fora” como o grande argumento para trazer esses eventos para o país.

O
facto de ser um segmento “muito profissional, difícil de trabalhar e que
exige muitas condições a nível do destino” coloca-o, ainda, num patamar
muito seletivo, onde não chegam destinos que competem com Portugal pelo preço
como, por exemplo, no Norte de África.

“É uma oportunidade importante, é
preciso é que o Governo se decida a fazer investimentos nesta conjuntura de
austeridade”, desabafa Vítor Costa.

O
turismo de negócios, do qual uma grande fatia é originada por MI (meetings and
incentives, em inglês, ou congressos e incentivos), é um dos segmentos mais
rentáveis de todos.

Em Lisboa, de acordo com o último inquérito ao congressista
2013, realizado pelo Observatório de Turismo, cada congressista gastou em média
1.641,31 euros – o que equivale a uma dúzia da generalidade dos turistas que
visitaram a cidade entre janeiro e outubro do ano passado. No período,
3.759.049 hóspedes deram origem a proveitos de 515.148.066 euros, o que dá uma
média de 137euro por turista.

Além
disso, segundo o inquérito referido, o congressista é um visitante satisfeito,
que recomenda o destino e que tenciona regressar. Também não segue os padrões
de sazonalidade que fustigam o turismo português nalgumas regiões e ainda
consome outros produtos, como o touring, a gastronomia ou, até, o turismo religioso.

“No
ano passado tivemos dois grandes eventos, o congresso mundial dos rotários e o
da diabetes, mas tivemos de o fazer com recurso ao Pavilhão Atlântico e à Feira
Internacional de Lisboa, com enormes custos de adaptação (rondam o meio milhão
de euros), o que nos faz perder competitividade”, adianta Vítor Costa.

Atualmente,
o maior centro de congressos na capital é o da Junqueira, com capacidade até
duas mil pessoas.

As
restantes cidades portuguesas que também recebem eventos situam-se longe do
volume de Lisboa: o Porto organizou 38 eventos em 2011, o Funchal recebeu 14, o
Estoril ficou com 10, Cascais e Coimbra organizaram sete eventos cada, Faro
recebeu seis e Braga cinco.

A nível mundial, os países que se destacam no top
10 da ICCA são os EUA (759 eventos), a Alemanha
(577), a Espanha (463), o Reino Unido (434), a França (428), a Itália (363), o
Brasil (304), a China (302), a Holanda (291) e a Áustria (267).

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