Turismo de Portugal reforça aposta na promoção digital

João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal
João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal

O Turismo de Portugal anunciou esta segunda-feira que vai reforçar a sua aposta na promoção de Portugal através dos meios digitais, em detrimento dos meios tradicionais offline, reforçando os resultados positivos obtidos.

A estratégia alterada em 2013 irá este ano totalizar mais de 400
campanhas de promoção do Destino Portugal em 13 mercados-alvo, com um investimento de 5 milhões de euros em 2014, contra os cerca de 10 milhões de euros investidos anualmente nos últimos anos, anunciou o presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo.

Segundo o responsável, a estratégia de comunicação
internacional permite agora acompanhar os consumidores nas várias
fases do ciclo de decisão: “sonho” em que o objetivo
é estimular a vinda a Portugal através de conteúdo motivacional;
na fase do “planeamento”, canalizando o visitante para o portal
VisitPortugal; e nas fases de experiência em que se incentiva a
recolha e partilha de testemunhos sobre o destino.

Ler mais: Cotrim de Figueiredo: Estamos a oferecer mais qualidade

A campanha internacional decorre em 13
mercados e 11 idiomas – Alemanha, Brasil, Dinamarca, Espanha,
França, Holanda, Irlanda, Itália, Polónia, Reino Unido, Rússia,
Suécia e Estados Unidos – e está centrada nos meios Google (Google
AdWords e Google Display), YouTube, Facebook e em sites específicos
de alguns mercados, conduzindo depois o tráfego gerado nestes canais
para o portal www.VisitPortugal.com e para as suas redes sociais.

Ver também: Cotrim de Figueiredo: “Para o turismo que temos devíamos ter preços superiores”

“A aposta numa campanha totalmente
online permite, com maior eficácia e gestão de meios, atuar mais
próximo da decisão de férias do turista, levando-o a escolher e a
divulgar Portugal e contribuindo fortemente para os bons resultados
que o sector do Turismo tem apresentado”, reforça Cotrim de Figueiredo.

O presidente do Turismo de Portugal acrescenta que “com as novas ferramentas online e as redes sociais, o
turista torna-se num líder de opinião poderosíssimo, na medida em
que passa a ser ele a dizer bem e a recomendar ao seu círculo de
influência a experiência no nosso País.”

A estratégia contribuiu para o aumento
da exposição do Destino nas plataformas digitais, visível no
número de fãs do VisitPortugal no Facebook – 560 mil – 81% estrangeiros, quando em 2012 eram 75%.

E ainda, no ano móvel terminado em abril de
2014, e quando comparado com o ano móvel anterior, o número de
visitas ao portal de promoção turística internacional
(www.visitportugal.com) cresceu 92,5%, passando de 3,1
milhões para 6 milhões de visitantes, quase duplicando o número
de visitantes diários – 8.000 para 15.000 visitantes/dia (fonte:
Google Analytics).

No mesmo período, o número de visualizações no
canal Youtube do Turismo de Portugal aumentou mais de dez vezes. De
1.825 visualizações diárias passou para 24.980, levando a que o
total seja agora de 9,9 milhões de visualizações, contra as
anteriores 720 mil.

Tudo isto “não seria possível se a estratégia fosse feita por políticos em vez de profissionais”, defende o ministro da Economia, António Pires de Lima, que a ideia é “acabar com formas de atuação que não produzem resultados ou produzem resultados difusos e bastante discutíveis.”

Para António Pires de Lima, que destaca o contributo do turismo para o PIB (Produto Interno Bruto), “se continuássemos a apostar em campanhas conceptuais era adiar a vaga de crescimento que o sector atravessa.”

Assim, no 1.º trimestre de 2014 (até março), as receitas turísticas
subiram 5,9%, para os 1.56 mil milhões de euros, face ao
1.º trimestre de 2013, apesar de, em 2014, a Páscoa ter ocorrido
apenas em abril. O número de turistas cresceu 7,1%, para os 1,29 milhões, face ao período homólogo. O número de dormidas cresceu 5,3% para os 4,5 milhões, face ao período homólogo.

“O ano passado tivemos cá mais de um jornalista por dia, a convite
do Turismo de Portugal. Não me espanta que, em 2013, Portugal tenha
tido centenas e centenas de referências e destaques e prémios de
turismo. Isso sucede também porque passámos a trazer cá quem
poderia escrever sobre o nosso extraordinário destino: simples,
eficaz e mais barato. O marketing digital e a promoção não
institucional são evidentemente mais subtis e mais discretos, mas
não podíamos continuar a fazer promoção como se fazia nos anos
90, apenas para que por cá se vissem enormes cartazes ou anúncios a
toda a hora. A promoção deve servir para captar turistas, não para
captar votos”, reforça Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo.

Ler também: Crescimento das dormidas quase duplicou no ano passado

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