Greve dos motoristas

Turismo do Algarve pede ao Governo “discriminação positiva” para a região

FOTO: LUÍS FORRA/LUSA
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Presidente da Região do Turismo do Algarve aponta a "forma vil e injustificada" de como a paralisação está a afetar o turismo da região.

“Face ao incumprimento dos serviços mínimos verificado no primeiro dia de greve, solicitámos ao Governo a discriminação positiva para o Algarve, o destino preferencial para as férias de verão de portugueses e estrangeiros. Saudamos o Governo pela rápida definição da necessidade de uma requisição civil que atendesse à realidade particular do Algarve e à necessidade específica de ultrapassar as falhas de abastecimento verificadas”, refere o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, em nota de imprensa.

Ao terceiro dia de greve, o responsável destaca o papel proativo da entidade desde o momento em que foi emitido o pré-aviso de greve. “Fomos a única entidade regional de turismo que participou nas reuniões interministeriais em julho para a construção de uma proposta de serviços mínimos, as quais acabaram por acautelar vários aspetos significativos para o turismo no Algarve”.

Nas propostas entregues pela RTA constava já a redefinição da REPA, face ao consumo de combustíveis na região em agosto de 2018, com base em dados da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC).

João Fernandes afirma estar em “contacto permanente secretaria de Estado do Turismo, mas também com o Ministério do Mar e com a Entidade Nacional para o Setor Energético”, para reportar as dificuldades que se vão sentido nas várias áreas do turismo da região, através de informação recolhida junto do aeroporto, dos hoteleiros, restauração empresas de aluguer de automóveis e marinas.

Para o presidente da RTA é “lamentável que apesar de todos os esforços uma questão entre empregadores e sindicatos na área dos transportes de matérias perigosas e mercadorias penalize de forma vil e injustificada o turismo da região. Esperamos que as duas partes envolvidas se dignem a respeitar rapidamente os turistas e a população residente”.

Requisição civil não foi cumprida a sul

O abastecimento de combustível para o Aeroporto de Faro foi hoje de manhã garantido por militares da GNR, já que os motoristas não se apresentaram ao trabalho, constatou a Lusa no local. Eram 12:30 quando cinco dos seis camiões que habitualmente fazem o trajeto entre a estação ferroviária de Loulé e o Aeroporto de Faro para abastecimento dos aviões saíram da Estação Ferroviária de Loulé, todos conduzidos por militares da GNR.

“Trata-se de um caso grave de incumprimento”, afirmou o ministro do Ambiente e da Transição Energética, Matos Fernandes, em conferência de imprensa.

Durante esta madrugada, foi realizado um turno, com recurso às forças armadas e de segurança, uma vez que o stock de combustível na região do Algarve estava abaixo da média nacional.

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