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Turismo do Porto negoceia rota direta com a China

Rui Pedro Gonçalves, diretor executivo da Associação de Turismo do Porto e Norte,  ambiciona incrementar o fluxo turístico proveniente da Ásia. Fotografia: Rui Oliveira/Global Imagens
Rui Pedro Gonçalves, diretor executivo da Associação de Turismo do Porto e Norte, ambiciona incrementar o fluxo turístico proveniente da Ásia. Fotografia: Rui Oliveira/Global Imagens

A associação responsável pela promoção externa do Porto e Norte« está focada em vender a região, na sua diversidade de produtos

A Associação de Turismo do Porto e Norte, responsável pela promoção externa da região como destino turístico, está a negociar uma ligação aérea direta entre o Porto e a China, revelou Rui Pedro Gonçalves, diretor executivo do organismo. Escusando-se a adiantar o nome da transportadora com a qual está em conversações, o dirigente sublinhou “a grande ambição” de conseguir essa rota, um meio para alavancar o crescimento de turistas asiáticos no território.

O Porto e Norte de Portugal recebeu, no ano passado, 77 mil turistas chineses, um incremento de 27% face a 2017. Segundo Rui Pedro Gonçalves, “há uma procura crescente”, que a Turkish Airlines tem apoiado de forma indireta, com a ligação Porto-Istambul. Agora, “gostaríamos de fazer a conquista dessa rota direta para o Porto”, frisou.

A Emirates é o mais recente trunfo para o turismo da região. A companhia vai iniciar a ligação Porto-Dubai a 2 de julho, com um serviço quatro vezes por semana. Mas até chegar aqui foi necessário aguardar pela decisão da transportadora. “A rota esteve prevista iniciar-se em 2018, mas acabou por não se concretizar. Não está dependente da nossa vontade, mas da estratégia das companhias aéreas”, disse. Neste verão, o aeroporto do Porto vai também contar com a operação da Azul, que vai ligar a cidade a São Paulo, Brasil. A TAP também reforçou as rotas para São Paulo e para Newark e lançou novas ligações: Bruxelas, Lyon e Munique. Ao todo, o aeroporto conta neste ano com 78 destinos (mais seis do que em 2018) e tem disponíveis 89 rotas (mais sete do que no ano passado).

Âncora da região
O Porto “será sempre a âncora” da região norte e o local privilegiado para a entrada de turistas, que no ano passado atingiram os 12 milhões (dados do aeroporto referentes a 2018). Mas a diversificação do território e a promoção dos diversos produtos turísticos tornaram-se uma prioridade. Por isso, a ATP está a focar a sua ação em duas vertentes: repetição da vinda dos visitantes europeus, promovendo as características culturais, patrimoniais e de natureza da região; e atrair os viajantes das rotas de longo curso, provenientes do Brasil, EUA ou Canadá, para outras experiências no território.

Para os turistas provenientes de países mais longínquos, que têm uma semana disponível para a região, “o Porto não é uma experiência suficiente para preencher esse espaço” e, para isso, “é preciso preparar um conjunto de outras ofertas para que possam ocupar o seu tempo”, diz Rui Pedro Gonçalves. E aí surgem os produtos enoturismo, rio Douro, parques naturais…, que estão a ser trabalhados junto dos operadores para que se componha a visita do turista.

Neste âmbito, e porque o mercado norte-americano está a registar bons crescimentos (em 2017 e 2018 aumentou 36% e consolidou a quinta posição como emissor), a associação está a fazer um trabalho de proximidade com os operadores, já que “o turismo americano está muito ancorado no que os agentes de viagem têm para oferecer”. Em simultâneo, está a haver uma aposta no turismo religioso e, dentro do tema, no judaico.

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