Turismo

Turismo gerou 14,7 mil milhões de euros na região de Lisboa em 2018

Fotografia: Álvaro Isidoro/Global Imagens
Fotografia: Álvaro Isidoro/Global Imagens

Um estudo mostra que a atividade turística gerou 14 mil milhões de euros para a região e que a produção total correspondeu a 20% do PIB em 2018.

O peso da atividade turística na economia da região de Lisboa está a crescer. Em 2018, o turismo gerou mais de 14,7 mil milhões de euros na região de Lisboa, de acordo com o estudo realizado pela Deloitte para a Associação Turismo de Lisboa (ATL). Ou seja, em 2018, esta atividade gerou mais cerca de 1,5 mil milhões de euros para a região do que em 2017, altura em que o impacto macroeconómico ascendeu a 13,2 mil milhões de euros.

Também ao nível do emprego, a evolução foi positiva. Em 2018, foram gerados mais de 201 mil postos de trabalho, acima dos 191 mil gerados em 2017. “Os resultados apresentados permitem concluir que a produção total do setor do turismo correspondeu a 20,3% do PIB da Região de Lisboa, em 2018”, pode ler-se no comunicado enviado às redações.

Para se ter uma ideia, e de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2018, a Área Metropolitana de Lisboa recebeu 7,5 milhões de hóspedes, o que se traduziu em 17,5 milhões de dormidas. Tanto em termos de clientes para as unidades de alojamento como de dormidas, estes números são acima dos verificados em 2017. A maioria dos turistas estrangeiros que visitaram Lisboa são originários do Brasil, França, EUA, Espanha, Alemanha, Reino Unido e Itália.

O valor das receitas registado pelos estabelecimentos hoteleiros da região da capital tem vindo a crescer desde 2012 “tendo atingido o preço médio por quarto de 108,57 euros, em 2018. Por sua vez, o alojamento local continua a afirmar-se, tendo gerado mais 37,7% em receitas, quando comparado com 2017”. Já no que diz respeito à restauração, a subida das receitas ascendeu a mais de 900 milhões de euros em 2018, reflexo do crescimento do número de visitantes e do gasto médio por dia.

O estudo realizado para a ATL mostra que “entre 2005 e 2018, a produção total dos agentes da cadeia de valor do Turismo na Região de Lisboa registou um aumento médio anual de 11%. O nível de emprego no setor atingiu uma taxa de crescimento de 5,1%”. A captação de cada vez mais turistas reflete-se não apenas ao nível das receitas geradas, mas também, como indica o comunicado, tem beneficiado a “requalificação urbana, e o enriquecimento da oferta sociocultural, com a criação de um maior número de eventos e atividades de animação e equipamentos de lazer”.

José Luís Arnaut, presidente-adjunto da ATL, em comunicado sublinha que “a forma como Lisboa tem dinamizado o desenvolvimento do turismo tem permitido gerar riqueza nas diferentes atividades e agentes da cadeia de valor do setor, nomeadamente na construção, restauração, atividades culturais e comércio. Este é o caminho a manter, com os devidos ajustes em função da exigência, cada vez maior, associada ao patamar de excelência a que já chegámos”.

Receitas do turismo de negócios sobem quase 20%
O estudo elaborado a pedido da ATL mostra que o turismo de negócios na área da capital tem estado a subir, tendo registado um crescimento de 18% entre 2017 e 2018, e superado a fasquia dos 260 milhões de euros. Quanto aos participantes foi registado um aumento de 50 mil participantes, para um total de cerca de 300 mil pessoas.

Portugal tem vindo a apostar no segmento do turismo de negócios, de congressos e eventos (conhecido por MICE – Meetings, Incentives, Conferencing, Exhibitions, em inglês) até como meio de combate à sazonalidade. A capital tem sido uma das regiões que tem captado mais eventos. Em 2018, e de acordo com a Associação Internacional de Congressos e Incentivos (ICCA), Portugal ocupava a sétima posição no ranking europeu dos países que mais recebem e organizam congressos e convenções, e a 11.ª no ranking mundial. Lisboa está no top 10 mundial e europeu. Um dos eventos que traz a Lisboa mais pessoas é a Web Summit, decorre em Lisboa em novembro e que vai manter-se na cidade até 2028.

A aposta neste segmento de turismo é para manter. A própria ATL já tinha reconhecido, em maio do ano passado, que era necessário um novo centro de congressos que sirva a região. Na altura, o processo de expansão da FIL era uma incógnita. Entretanto, e no final de outubro de 2019, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, revelou que ia começar uma negociação formal com a Fundação AIP para estudar e avaliar a expansão da FIL através de investimento municipal. “Há uma prioridade à expansão da FIL e não uma prioridade à construção de um edifício novo, de raiz”, dizia Fernando Medina na altura. A autarquia sublinhava na altura, contudo, a possibilidade de, “não havendo entendimento, poder seguir outros caminhos”. A primeira fase deste processo deve estar concluída no final do primeiro trimestre deste ano.

Quanto ao golfe, e de acordo com o estudo feito para a ATL, “à semelhança do que já se tinha verificado em 2017, verificou-se uma melhoria das receitas provenientes de voltas realizadas por não sócios na Região de Lisboa, que representa um aumento de 5,86%”. E os gastos dos turistas no “setor da cultura tem aumentado progressivamente, tendo atingido o valor de 98 milhões de euros em 2018. Face a 2017, assistiu-se a um aumento das receitas em museus e eventos e festivais de música”.

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