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Turismo. Governo admite mais apoios, mas o setor exige mais

(Rui Oliveira/Global Imagens)
(Rui Oliveira/Global Imagens)

Governo anunciou o reforço em 640 milhões de euros das linhas de financiamento, mas o setor pede mais medidas de apoio.

O Governo admite que o setor do Turismo, o mais afetado pela crise, precisará de mais apoios e garante que em breve terá mais medidas. O reforço em 640 milhões de euros das linhas de financiamento destinadas ao setor não foi suficiente para calar as vozes que pedem mais medidas para salvar as empresas e os empregos.

A situação de crise no setor, que já era grave mas a exclusão de Portugal Continental da lista do corredor aéreo do Reino Unido abalou ainda mais a esperança de uma recuperação.

A Secretaria de Estado do Turismo está a preparar mais medidas de apoio numa corrida contra o tempo para salvar parte do setor. Numa audição no Parlamento, na semana passada, a responsável da pasta do Turismo, Rita Marques, deixou claro que o Governo quer aproveitar ao máximo os fundos europeus disponíveis no novo quadro comunitário para ajudar as empresas do setor. “Há cerca de um mês estávamos a estimar uma quebra da atividade da ordem dos 50%. Nesta altura, a própria organizaçao mundial do turismo aponta perdas substancialmente superiores”, disse Rita Marques aos deputados.

Para já, o Governo garantiu o reforço de três linhas de financiamento para o setor. A linha de micro-crédito foi aumentada de 60 milhões de euros para 100 milhões de euros, com uma componente de 20% que pode ser convertido em fundo perdido, se forem atingidos determinados critérios. “Nos próximos dias teremos novidades na respetiva regulamentação”, garantiu Ria Marques. Foram ainda reforçadas em 300 milhões de euros a Linha Capitalizar Turismo e a Linha de Apoio à Qualificação da Oferta. E o Revive Natureza está em condições de ser lançado.

“Temos plena consciência que precisamos ir mais longe”, admitiu a secretária de Estado. O setor concorda. A Confederação do Turismo de Portugal exige a aceleração de medidas para o setor. Uma das prioritárias é o prolongamento do ‘layoff’ simplificado até dezembro. A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (AHRESP) também pediu “maior prudência e coerência nas medidas e anúncios que apresenta, sob pena de contribuir para agravar o clima de confusão e incerteza”.

O setor do Turismo é a maior atividade económica exportadora do país. Em 2019, foi responsável por 52,3% das exportações de serviços e por 19,7% das exportações totais. As receitas turísticas registaram um contributo de 8,7% para o Produto Interno Bruto. Abrange 132 mil empresas e 397 mil trabalhadores.

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