Turismo já vale 14,6% da economia nacional

Turismo tem um Valor Acrescentado Bruto de 14 mil milhões de euros, ou seja, de 8%

Mais pessoas, mais empregos e maior atividade económica. No ano passado, a procura turística contribuiu com 29,8 mil milhões de euros para a economia portuguesa. O turismo aumentou o seu contributo para 14,6% do PIB, mais 7,7% do que em 2017, mostra a Conta Satélite do Turismo, divulgada esta quarta-feira pelo INE.

O gabinete de estatísticas português confirma um já esperado abrandamento da atividade turística que, um ano antes, tinha contribuído com 27,69 mil milhões de euros (14,1% do PIB), mais 17,9% do que no ano de 2016.

O valor acrescentado bruto desta atividade ascendeu a 8%, em 2017, mostra ainda o INE, sinalizando um VAB de 14 mil milhões de euros. "Estima-se que, em 2018, o VABGT tenha atingido 8% do VAB da economia nacional, evidenciando um crescimento de 8% em termos nominais, superior ao do VAB da economia nacional (3,9%). No mesmo ano, o CTTE correspondeu a 14,6% do Produto Interno Bruto (PIB), aumentando 7,7% face ao ano anterior", diz o INE.

O contributo de 8% do Turismo para o Valor Acrescentado Bruto nacional está acima de atividades profissionais como as Científicas e Serviços administrativos com um contributo de 7,8%, atividades financeiras (4,9%), construção (4,2%), atividades artísticas (2,9%) e agricultura (2,4%).

Emprego e remunerações

O INE mostra que o Turismo empregava mais de 413 mil pessoas em Portugal, dados de 2017 (os últimos disponíveis), o que representa 9% do total do emprego em Portugal e quase mais 9% do que um ano antes.

"As atividades característicass do turismo que evidenciaram dinâmicas de crescimento de emprego mais acentuadas foram o desporto, recreação e lazer (+14,5%), os hotéis e similares (+13,7%) e o aluguer de equipamento de transporte (+12,5%)", mostra a Conta Satélite, acentuando que cerca de 84% do emprego nas atividades que envolvem o turismo concentrou-se nos restaurantes e similares (51,2%), nos hotéis e similares (20,7%) e no transporte de passageiros (12,2%).

No que diz respeito aos salários - um dos temas que levanta mais questões no setor -, os dados apurados pela Conta Satélite em 2017 indicam que a remuneração media é inferior à média nacional em 6%.

“Em 2017 a remuneração média por trabalhador nas atividades características do turismo foi inferior em 6% à média nacional, registando, no entanto, diferenças relevantes por atividade: face à economia nacional a remuneração média por trabalhador foi mais elevada nos transportes de passageiros (143,7%); em oposição, as atividades onde a remuneração média foi mais baixa foram os restaurantes e similares (76,3%), os hotéis e similares (90,7%) e os serviços culturais (98,3%)”, escreve o gabinete de estatísticas português.

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