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Turismo na Madeira cresceu apesar de perda de rotas

4 - Monarch Airlines (ZB)

Em janeiro, o número de hóspedes no alojamento da região cresceu 3%, depois das falências da Monarch, da Air Berlim e da Niki Airlines em 2017.

A secretária regional do Turismo e Cultura da Madeira disse esta sexta-feira na Assembleia Legislativa que, apesar da falência das companhias aéreas Monarch (britânica), Air Berlim (alemã) e Niki Airlines (austríaca), o turismo cresceu na região em 2017.

Paula Cabaço falava na Comissão Especializada Permanente de Economia, Finanças e Turismo no âmbito de uma audição requerida pelo PS sobre a “Quebra do turismo oriundo da Alemanha e do Reino Unido”.

No final de 2017, as companhias aéreas Monarch (criada em 1967), Air Berlim (1978) e Niki Airlines (2003), com peso no turismo para a Madeira, foram declaradas insolventes.

A governante reconheceu o impacto que a falência destas três companhias aéreas teve no turismo para a região (cerca de 120 mil lugares), mas contrapôs que o governo regional reagiu de “imediato”, aumentando em 700 mil euros a promoção da região e concertando ações com a ANA — Aeroportos de Portugal, a Associação de Promoção da Madeira e o Turismo de Portugal com vista a obter novas rotas e mais companhias aéreas.

A este propósito, Paula Cabaço lembrou que, para a época Primavera/Verão IATA [25 de março a 27 de outubro], a Madeira vai beneficiar de mais cinco rotas da Alemanha e mais duas do Reino Unido e de ações de promoção conjuntas entre APM e companhias aéreas.

“Estamos confiantes que vamos conseguir repor, a médio prazo, a situação que tínhamos anteriormente”, previu.

Aos deputados, a secretária regional fez saber que o “mercado inglês foi o principal mercado emissor de turistas para a Madeira em 2017, com mais de 300 mil turistas”, e acrescentou que região terminou o ano “com crescimento positivo de 1,5% do Reino Unido e de 7,9%, com 294 mil turistas, da Alemanha”.

Paula Cabaço lembrou que 2017 “foi o melhor ano de sempre para o turismo da Madeira”, enunciando que a região recebeu mais de 1,4 milhões de turistas, foram gerados mais de 7,5 milhões de dormidas, o revpar (receita por quarto disponível) rondou os 50 euros por quarto e os proveitos foram na ordem dos 400 milhões de euros.

Paula Cabaço disse que a Madeira “é hoje um destino consolidado, reconhecido e galardoado e relativamente ao qual a procura se mantém”, exemplificando com as performances de janeiro deste ano.

“Os dados de janeiro mostram que o número de hóspedes cresceu 3% e o número de dormidas 4,6%, o revpar 6%, os proveitos 1% e o próprio movimento no aeroporto também cresceu”, disse.

Jaime Leandro, deputado do PS, partido que requereu a audição, justificou-a para clarificar a situação dos mercados emissores tradicionais para a Madeira [Reino Unido e Alemanha], observando, contudo, que o atual momento “não é um momento trágico para o turismo da Madeira, longe disso”.

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