Turismo preocupado com capacidade de verificar testes de passageiros nos aeroportos

Confederação do sector diz que aguarda relatório da ANA - Aeroportos para perceber como poderão ser aplicadas novas medidas a partir de dia 1.

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) manifestou-se nesta sexta-feira preocupada com a capacidade de os aeroportos nacionais darem resposta à medida de controlo de testes à Covid-19 para todos os passageiros que cheguem ao país, que o governo pretende que esteja em vigor a partir de quarta-feira, dia 1.

"A ideia é que a partir de 1 de dezembro se vá fazer o controlo de todos os passageiros que desembarcam no aeroporto. É uma questão que preocupa bastante. Temos de pensar que em horários de pico temos cerca de 2500 a 3000 pessoas a desembarcar. Em vez de fazer este controlo, como estava a ser feito até agora, de uma forma aleatória, estar a fazer caso a caso é evidente que vai prejudicar bastante o conforto dos passageiros. Nem a ANA - Aeroportos está preparada para fazer esse controlo", defendeu o presidente da CTP, Francisco Calheiros, à entrada para uma reunião de Concertação Social na qual os parceiros sociais voltam hoje a discutir a questão do salário mínimo.

O dirigente da confederação empresarial indicou que, durante esta manhã, a ANA - Aeroportos terá realizado uma avaliação da capacidade aeroportuária para adotar as novas medidas de fiscalização, estando a CTP a aguardar as conclusões dessa avaliação.

Mas, para já, a confederação alerta para a possível falta de espaço e de pessoal. "Ainda nem sequer há um local onde isso possa ser feito, sobretudo um local onde possa haver filas de centenas de pessoas, e (importa saber) por quem será feito esse controlo", afirmou Francisco Calheiros, assinalando que, "neste momento, existe uma falta de colaboradores e de mão-de-obra extremamente grande".

O agravamento de contraordenações para as companhias aéreas que não verifiquem certificados de vacinação e testes e passageiros é também visto com reservas pelo dirigente do sector em que se encontra representada a TAP.

"Faz sempre sentido haver coimas quando as pessoas não cumprem aquilo que está previsto. Dito isto, não é essa a ideia que tenho. As pessoas é que têm de ser suficientemente responsáveis no sentido de, se sabem que para ir para determinado país têm de ter controlo de vacinação e têm de fazer o teste, é isso que têm de fazer. Não têm de ser as empresas que têm de estar a controlar aquilo que anda a ser feito", defendeu.

Já o regresso da exigência de certificado ao alojamento turístico não representará um problema, segundo presidente da CTP, que apesar de tudo admite impactos negativos para o sector. "O turismo implica deslocalização, segurança, comodidade. Tudo o que venha implicar com essas questões, e estas (medidas) vêm com certeza complicar, não é bom".

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