Contas nacionais

Turismo representa 7,5% da economia nacional em 2017

Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens.
Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens.

O valor acrescentado bruto (VAB) gerado pelo turismo aumentou mais que o VAB da economia nacional (4%).

O valor acrescentado bruto (VAB) gerado pelo turismo terá crescido 13,6% em 2017 (+6,6% em 2016) e representado 7,5% do total nacional, informou, esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Na sua primeira estimativa para 2017 da Conta Satélite de Turismo (CST), o INE indicou que o VAB gerado pelo turismo aumentou mais que o VAB da economia nacional (4%).

Já em 2016, notou o INE, as atividades que mais contribuíram para o VAB gerado pelo turismo foram os hotéis e similares (32,3%), os restaurantes e similares (22,7%) e as atividades não específicas (15,3%). A procura turística alcançou uma escala equivalente a 13,7% do PIB em 2017, tendo aumentado 14,5% face ao ano anterior.

Nos dados hoje divulgados, com informação atualizada relativa a 2016, o emprego em atividades turísticas, medido em equivalente a tempo completo (ETC), representou 9,4% do total do nacional em 2017, traduzindo um aumento de 4,8%, um valor superior à evolução nacional (2,1%). Este emprego fixou-se em 416.817 ETC, tendo as atividades características do turismo que assinalaram subidas mais acentuadas sido as agências de viagens, operadores turísticos e guias turísticos (+9,1%) e os hotéis e similares (+7,5%).

Em 2016, a remuneração média por trabalhador nas atividades características do turismo foi superior à nacional (+3,6%), registando, no entanto, diferenças relevantes por atividade: face à economia nacional a remuneração média por trabalhador foi mais elevada nos serviços auxiliares aos transportes (153,8%) e nos transportes de passageiros (144,1%).

Do lado oposto, as atividades com remuneração média mais baixa foram os restaurantes e similares (85,4%), os hotéis e similares (85,7%) e os serviços culturais (95,9%). A taxa de crescimento do CTTE estimada para 2017 (+14,5%) é a mais elevada da atual série da CST (2014-2017).

Segundo o INE, em 2016, a despesa do turismo recetor (exportações de turismo, correspondentes a despesas de não residentes no território económico nacional) foi a componente mais relevante do CTTE (63,1%), tendo Conta Satélite do Turismo (2014-2017) aumentado 8,6% face a 2015. A despesa do turismo interno e as outras componentes cresceram 3%.

No capítulo da despesa de consumo coletivo, em 2016, esse valor decresceu 1,6%, face a reduções registadas na administração central e regional (-8,3% e -0,3%, respetivamente), enquanto a despesa realizada pela administração local aumentou 2%.

O INE concluiu que, em relação à informação disponível sobre países europeus, entre 2014 e 2016, a importância relativa da procura turística (CTTE), expressa pela sua relação com o PIB, foi mais elevada em Portugal (12,5%).

Em termos de importância relativa do VAB gerado pelo turismo no VAB da economia nacional, Portugal ocupou a segunda posição (6,9% em 2016). Apenas a Espanha apresentou um resultado mais elevado, mas próximo (7%).

Segundo o INE, o país apresentou o terceiro registo mais elevado (9,4%), imediatamente atrás da Hungria (10%) e de Espanha (13%), em termos de importância relativa do emprego nas atividades características do turismo no total do emprego nacional.

Com a aplicação do Sistema Integrado de Matrizes Simétricas Input-Output para 2015 aos resultados da CST, estima-se que, em 2016, o consumo turístico tenha tido um contributo total de 9,7% para o PIB (18 mil milhões de euros) e 9,4% para o VAB (15,3 mil milhões de euros), sendo expectável um aumento destas percentagens em 0,9 pontos percentuais (p.p.) em 2017.

O consumo turístico terá gerado 5,3 mil milhões de euros de importações (22,8% do consumo é satisfeito por importações), segundo as matrizes.

Os serviços de restauração e similares (com 26,4 pontos percentuais – p.p.) e os serviços de alojamento (22,9 p.p.) serão responsáveis por quase 50% do PIB gerado pelo turismo. Num patamar bastante inferior surgem os serviços imobiliários (6,5 p.p.), serviços de transporte aéreo (6,3 p.p.) e os produtos alimentares (4,1 p.p.).

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