Turismo

Turismo sustentável depende de medidas rápidas e transparentes

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo. Fotografia: Paulo Spranger/ Global Imagens
Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo. Fotografia: Paulo Spranger/ Global Imagens

"Temos de ser mais transparentes e agir quando é preciso, criando programas, incentivos e dando apoio financeiro", defende Ana Mendes Godinho.

O desenvolvimento de um turismo sustentável em Portugal só é possível se forem implementadas medidas rápidas e transparentes, afirmou hoje a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, num fórum internacional em Londres.

“Temos de ser mais transparentes e agir quando é preciso, criando programas, incentivos e dando apoio financeiro”, defendeu a governante, durante o Skift Forum Europe.

Um exemplo que deu foi a meta estabelecida para garantir que a indústria hoteleira adota até 2017 medidas de eficiência, tendo sido estipulados 33 indicadores em termos de sustentabilidade.

“Criámos instrumentos financeiros, com uma linha de crédito, instrumentos regulatórios, mudando o sistema de classificação hotéis para incluir questões ambientais, e identificámos desafios”, referiu.

Este último passo implica ajudar empresas mais tradicionais a conhecer novas tecnologias que as ajudem nesta meta, através do apoio a ‘startups’ que podem oferecer soluções.

Ana Mendes Godinho vincou que a sustentabilidade, seja económica, ambiental ou social, está relacionada com a autenticidade do país enquanto destino turístico e que “o turismo deve desempenhar um papel importante em termos de sustentabilidade social”.

A secretária de Estado participou no painel “Destinos: O próximo Capítulo em Turismo Responsável”, juntamente com representantes das agências de turismo da Irlanda e de Londres.

Tal como Portugal, estes dois destinos têm investido em campanhas para mostrar aspetos tradicionais e únicos, disseram os respetivos representantes.

O diretor do Turismo Irlanda, Niall Gibbons, referiu os programas existentes para comunidades ao nível local para promover a oferta turística fora da época alta e do principal centro urbano.

“80% dos visitantes vêm para Dublin e temos de tornar o país o mais atrativo possível, porque o setor pode dar benefícios económicos fantásticos”, defendeu.

A diretora da agência London & Partners, Laura Citron, falou de estratégias para oferecer experiências nem sempre evidentes numa cidade tão conhecida, como a organização de um programa anual de atividades culturais para promover cada um dos 33 municípios londrinos.

“Ainda há joias escondidas em Londres”, garantiu.

Portugal é o único país representado ao nível governamental no Skift Forum Europe, organizado pela Skift, uma agência de recolha de informação sobre a indústria ao nível global e que discute nestes eventos o futuro e as novas tendências para o setor.

Entre os oradores do evento estão presidentes e executivos de empresas como o grupo hoteleiro InterContinental Hotels, a transportadora British Airways (BA), a transportadora Uber ou as plataformas de alojamento Airbnb e Booking.com.

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