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Turismo. “TAP não vai mais servir destinos que não sejam rentáveis”

Diogo Lacerda Machado Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Diogo Lacerda Machado Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Diogo Lacerda Machado falava no 31º Conresso Nacional da Hotelaria e Turismo, em Viana do Castelo

A TAP “não vai mais a sítios para perder dinheiro”. Quem o garante é Diogo Lacerda Machado, administrador não executivo da companhia aérea nacional que, questionado no 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo sobre as razões que levam a empresa a não ter o Algarve na sua lista de prioridades, salientou que a TAP aumentou a sua oferta de assentos para Faro em 43% no espaço de um ano, passando de 279 mil, em 2018, para 400 mil assentos atualmente. “A oferta cresceu significativamente, tenho dúvidas que faça sentido crescer mais”, frisou.

Diogo Lacerda Machado falava no último painel do primeiro dia de trabalhos do congresso, que reúne mais de 400 especialistas do setor em Viana do Castelo, numa organização da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), intitulado ‘Game Changing: A transformação da indústria da aviação e as implicações para Portugal’, acompanhado por José Lopes, country manager para Portugal da Easyjet.

“A TAP está a aumentar a oferta em Faro, entre outras razões, porque não conseguimos esticar mais em Lisboa. É muito difícil aumentar a oferta em Faro, no limite, só aumentando o tamanho do avião”, sublinhou Diogo Lacerca Machado, para logo assegurar que a empresa “não vai fazer mais aquilo que outrora fez que foi servir destinos sem procurar ganhar dinheiro e sem conseguir que sejam rentáveis”.

O mote estava dado e José Lopes aproveitou-o.”A Easyjet é uma empresa privada e o seu objetivo é maximizar o lucro para o acionista. Não operamos para perder dinheiro, em todos os aeroportos que operamos somos rentáveis”, garantiu. E isso inclui as operações para Faro e para o Funchal, que a companhia classifica de “extremamente interessantes”.

Para este responsável, a aviação é um negócio que “pode ter margens elevadas”, mas para isso precisa de ser “bem gerida”. E a Easyjet não parece ter razões de queixa. Apesar da desaceleração dos mercados, a companhia aérea low cost esta a crescer a um ritmo que é “duas vezes superior à média do mercado” e pretende assim continuar. “Acreditamos que o nosso modelo tem demonstrado que funciona e estamos confiantes que iremos continuar a crescer”, salientou José Lopes, frisando que “ainda há muitos mercados para desenvolver” na Europa e não só. Em Portugal, onde já transporta mais de 7 milhões de passageiros, a Easyjet está apostada em “duplicar” a sua quota de mercado.

 

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