Turismo

Turismo vale 16% da atividade económica portuguesa

Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens
Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens

Atividade do Turismo em Portugal equivale a 3,24 mil milhões de euros, ou seja, 2,1% do PIB ou 75% do valor gerado pelo grupo GALP.

O turismo vale 16% da atividade económica portuguesa, um valor superior à média mundial de 10%, calcula o estudo da EY e da consultora Augusto Mateus e Associados sobre o valor económico da distribuição turística em Portugal, pedido pela Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Tal equivale a 3,24 mil milhões de euros, ou seja, 2,1% do PIB e o mesmo que 75% do valor gerado pelo grupo GALP.

De acordo com os dados apresentados hoje no 43º Congresso da APAVT, a decorrer em Macau, o crescimento do peso da distribuição turística em termos de volume de negócios na economia portuguesa (10%) supera a média da economia em geral, sendo inclusive superior à média europeia, de -79%.

Em 2016, as 2033 empresas de distribuição turística a operar em Portugal geraram um volume de negócios de 2131 milhões de euros que correspondem a um valor acrescentado bruto de 214 milhões de euros, empregando quase 10 mil pessoas e sendo responsáveis por 183 milhões de euros em remunerações. As empresas são maiores e mais jovens, em média, do que as empresas portuguesas, empregando mais pessoal com qualificações ao nível do ensino superior.

Mais afetado do que o Turismo, em geral, e do que a economia nacional, no global, durante a crise financeira de 2008 e 2009, o setor da distribuição turística portuguesa recuperou rapidamente, em 2011, quando a economia e o Turismo se ressentiam da chegada da “troika”, sob o ponto de vista da evolução do número de empresas, que acelerou a partir de 2013.

Os operadores entrevistados para o estudo identificaram o valor da marca Portugal, e consequente aumento da procura, como principal oportunidade de crescimento para o futuro e identificam a concorrência direta dos fornecedores (hotéis e companhias aéreas, por exemplo) como principal ameaça às vendas desde há alguns anos. Os pontos fortes estão alicerçados no conhecimento dos colaboradores sobre os produtos oferecidos e nas “soft skills” que têm permitido manter a atividade da distribuição apesar da concorrência mencionada. A estratégia das empresas de distribuição turística tem concentrado esforços no tratamento personalizado dos clientes e na formação dos colaboradores para manter a vantagem face às novas tecnologias e formas de distribuição direta, ainda que essas possam ter agora os dias contados.

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