Europa

Tusk explica ao Parlamento Europeu processo de nomeações

Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu.  EPA/OLIVIER HOSLET
Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu. EPA/OLIVIER HOSLET

O presidente do Conselho Europeu vai discutir hoje com o ‘novo’ Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o processo de nomeações para os altos cargos da União Europeia, num debate em que deverá ouvir fortes críticas das diversas bancadas.

Apesar de, na quarta-feira, o Parlamento Europeu ter elegido o seu novo presidente, o socialista italiano David Sassoli, respeitando o compromisso alcançado pelos chefes de Estado e de Governo da UE no Conselho Europeu de terça-feira — que contemplava a eleição, para a primeira metade da legislatura, de um socialista, seguido de uma personalidade do PPE -, os eurodeputados das diferentes bancadas estão profundamente descontentes por os líderes dos 28 terem ignorado o modelo do ‘spitzenkandidat’ na designação de Ursula von der Lyden para presidente da Comissão.

A discussão ocorrerá no quadro do primeiro debate na nona legislatura do Parlamento Europeu formalmente constituído esta semana, com os presidentes do Conselho, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, sobre as últimas cimeiras europeias, dedicadas ao processo de nomeações para os cargos institucionais de topo da UE.

De acordo com o calendário indicativo, a presidente designada para a Comissão Europeia deverá ir a votos na segunda sessão do Parlamento Europeu, que terá já lugar dentro de duas semanas, em Estrasburgo (15 a 18 de julho), mas a votação até poderá ser adiada para depois da pausa para as férias de verão se o processo de aprovação pela assembleia se revelar particularmente complexo, como admitem diferentes bancadas, incluindo a do Partido Popular Europeu, família política à qual Úrsula Von der Lyden pertence.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
António Costa, primeiro-ministro português, em Bruxelas. EPA/CHRISTIAN HARTMANN / POOL

O que já se sabe que aí vem no Orçamento para 2020

A coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Os 0,3% que acabaram com a paz entre função pública e governo

Marcelo Rebelo de Sousa, Christine Lagarde e Mário Centeno. Fotografia: MIGUEL FIGUEIREDO LOPES/LUSA

Centeno responde a Marcelo com descida mais rápida da dívida

Outros conteúdos GMG
Tusk explica ao Parlamento Europeu processo de nomeações