Uber despede entre 120 a 150 pessoas de Centro em Lisboa

Portugal não passa ao lado da vaga de despedimentos da Uber e empresa despede 30% dos trabalhadores qualificados do Centro de Excelência de Lisboa

A Uber vai despedir entre 120 a 150 pessoas do seu Centro de Excelência em Lisboa, um corte de 30% do escritório que dá apoio aos serviços da empresa por toda a Europa, indica esta quarta-feira o Eco.

A pandemia do novo coronavírus tem tido impacto sério na operação da empresa que já anunciou o início do processo de despedimento de perto de 6700 mil trabalhadores a nível mundial no início de maio - 30% da força de trabalho. Há uns dias surgiu a notícia através da plataforma Lisbob (em inglês) que a multinacional tinha começado a despedir funcionários em Portugal por videochamada, num número que era até superior, de 160 trabalhadores, cerca de 42% do serviço de apoio de Lisboa.

Ao Dinheiro Vivo fonte da empresa admite que o processo de despedimentos está ainda a decorrer e que não é possível ainda confirmar números em concreto de saídas. "Foi uma decisão muito difícil, mas necessária para ajudar a proteger a sustentabilidade a longo prazo da empresa. Apoiaremos todos os colaboradores afetados por estas mudanças e reforçamos o nosso compromisso com o crescimento do nosso negócio em Portugal", foi-nos explicado.

Tudo indica, a Uber não tem intenções de fechar o escritório de Lisboa. O grupo, atingido pelas medidas que limitam as deslocações, vai fechar cerca de 45 escritórios em todo o mundo, num total de mais de 70 localizações. Um dos escritórios que será encerrado é o do Pier 70, em São Francisco, nos Estados Unidos.

A Uber Eats - serviço de entregas de refeições ao domicílio - não tem sido tão afetada quanto a operação de ridesharing por ser uma operação que tem sido bastante usada durante a pandemia, mas tem um peso bem inferior na empresa do que o seu principal negócio.

Entretanto, a empresa tem reestruturado algumas das áreas onde estava presente e passou a operação das trotinetas e bicicletas partilhadas, as Jump, aos norte-americanos da Lime. Isto acontece depois da Uber ter liderado um investimento de 170 milhões de dólares (157,2 milhões de euros) na plataforma norte-americana de micromobilidade, anunciado em maio passado.

O negócio vai ter impacto no mercado português, onde a Lime está presente desde outubro de 2018 e onde a Uber partilha bicicletas e trotinetas elétricas desde fevereiro de 2019.

Do lado positivo, o serviço de entrega de encomendas da Uber nascido em Portugal, o Drop-Off, vai chegar aos Estados Unidos. A plataforma de transportes norte-americana está a diversificar as áreas de negócio para compensar os motoristas parceiros pela diminuição de viagens verificada há mais de um mês por causa dos efeitos do novo coronavírus.

A semana passada a Uber foi ultrapassada pela Just Eat Takeaway, depois de ter desistido de comprar a plataforma rival na entrega de refeições Grubhub, por recear um chumbo das autoridades norte-americanas. A Grubhub - centrada na América do Norte - acabou por atrair o apetite do grupo Just Eat Takeaway, que anunciou, na quarta-feira da semana passada, a compra da Grubhub num negócio avaliado em 7,3 mil milhões de dólares. Com esta operação, a Just Eat Takeaway vai tornar-se na maior plataforma de entrega de refeições a nível mundial fora do mercado chinês.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de